sábado, 27 de junho de 2015

O que fazer quando alguém é picado por serpente?









BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS
Barra Velha e São João do Itaperiú SC









Primeiros Socorros:

  • Limpar bem o lugar da picada,tirando toda a sujeira que estiver sobre o local;
  • lavar o local atingido com água e sabão;
  • manter a vitima calma e deitada, o local da picada levantado (se for braço ou perna);
  • Chamar os Bombeiros para que a vitima possa ser atendida mais rapidamente, se não for possível chamar os Bombeiros, leve a pessoa acidentada ao hospital ou posto de saúde o mais rápido possível para receber o soro antiofídico especifico e outros cuidados médicos.

LEMBRE-SE SOMENTE O SORO SALVA


O que não fazer quando alguém é picado por uma serpente?

  • NÃO amarrar o braço ou a perna picada. isso dificultara a circulação do sangue e piora a inflamação e pode aumentar o risco de infecção;
  • NÃO fazer cortes no local da picada. alguns venenos provocam sangramentos e os cortes pode aumentar a perda  de sangue e aumentar o risco de infecções;
  • NÃO  chupar o local da picada. é impossível tirar o veneno do corpo e pode aumentar o risco de infecção no local;
  • NÃO colocar nada sobre o local da picada para não causar infecções;
  • NÃO oferecer e nem permitir que o acidentado beba nada alcoílico

Lembramos a população de Barra Velha e São João do Itaperiú SC, que o Núcleo de Proteção Ambiental (NPA) atende este tipo de Emergência Resgatando animais Peçonhentos e Venenosos que estejam causando risco a população pedimos aos cidadães que não tente matar ou capturar estes  animais, nos comunique da presença deles e iremos Resgata-los. Núcleo de Proteção Ambiental (NPA) possui pessoal Treinado e Qualificado para este tipo de Ocorrência.

Tel: de Emergência 34460000
José Roberto Cruz
Chefe - Núcleo de Proteção Ambiental NPA

sexta-feira, 26 de junho de 2015

O que acontece quando alguém é picado por Serpente?




No caso de picada por jararaca:
  • Inchaço e dor na região da picada;
  • manchas roxas e bolhas; 
  • sangramento no local ou em outras parte do corpo; 
  • infecção e apodrecimento da pele na região da picada;
  • dificuldade para urinar;

No caso da picada pela pico de jaca:
  • Os mesmos sintomas da picada pela jararaca;
  • enjoo e vômitos;
  • dor de barriga e diarreia; 
  • tonturas e queda de pressão;

No caso da picada por cascavel:
  • vista turva ou embaçada;
  • dificuldade de abrir os olhos;
  • dores pelo corpo;
  • dificuldade de respirar;
  • urina escura e diminuição da quantidade de urina;
  • no local da picada a inflamação não é muito intensa e não é muito intensa e não ocorre apodrecimento da pele;

No caso da picada pela coral verdadeira:
  • visão turva ou embaçada;
  • dificuldade de abrir os olhos; 
  • dificuldade de respirar;
  • a picada da coral não provoca dor ou inflamação no local;

fonte:
Acidentes com animais peçonhentos no Oeste do Pará 
Cartilha d e orientação para multiplicadores
Instituto Butantan SP

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Cobras perdem habitat e se tornam mais urbanas

Publicado em: O Globo online (Sociedade - Ciência) em 3 de Março de 2015


Por Mateus Campos

Notícia publicada pelo site do jornal O Globo destaca mapeamento do Museu de Zoologia da USP que indica que as cobras perderam 80% de seu território nos últimos 30 anos por conta da urbanização e da agropecuária

Animais tiveram seu ambiente natural reduzido a 20% nos últimos 30 anos, segundo biólogo especialista
RIO - Autor do “Atlas das serpentes do Brasil”, que detalha a distribuição geográfica das 380 espécies encontradas no país, o biólogo Cristiano Nogueira faz um alerta. Segundo ele, cujo trabalho de mais de quatro anos deve ser publicado oficialmente no ano que vem, as cobras perderam 80% de seu território nos últimos 30 anos por conta do avanço da urbanização e da agropecuária. Em dez anos, algumas delas podem até ser extintas. Outras se tornaram mais urbanas.
A diminuição da diversidade traz problemas práticos. Como os ofídios são os predadores naturais de ratos e sapos, o risco de desequilíbrio é grande. O ritmo das mudanças preocupa.
— As modificações acontecem de maneira acelerada. Em algumas áreas, algumas espécies tiveram seu habitat bastante reduzido em dez anos. Do ponto de vista biológico, é pouco tempo. Com o “Atlas”, estratégias de preservação podem ser elaboradas. Ele mostra onde estão as regiões prioritárias para conservação dos habitats — explica ele, que lidera uma equipe do Museu de Zoologia da USP.
Espécies como a jararaca Bothrops itapetiningae, que já ocupou um território que ia de São Paulo até Goiás; jararaca­ de­ Murici (Bothrops muriciensis), isolada nas matas da cidade alagoana e a jararacuçu­tapete (Bothrops pirajai), que vive na Bahia, correm real perigo, conforme mostra a edição de janeiro da revista “Pesquisa Fapesp”.
Nogueira explica que a região Sudeste, a mais povoada do Brasil, também é a área com maior incidência de espécies e linhagens. O contato entre as serpentes e a população traz outro problema: a perseguição humana.
Guarda­parques do Parque Estadual da Pedra Branca, na zona urbana do Rio, o biólogo Felipe Tubarão participa de uma equipe de resgate que atende chamados de moradores que se deparam com serpentes em seu jardins. Segundo ele, o desconhecimento faz com que muitas pessoas matem os animais.
— De fato, é um trabalho bem difícil. Exige uma conscientização enorme das pessoas. Muitas delas tendem a matar esses animais. E, na maioria das vezes, eles não são nem venenosos. Trabalhamos no plano imediato: quando esses animais são encontrados nas casas e quintais da pessoas. As ligações têm aumentado muito nos últimos tempos — explica Tubarão.
Para elaborar o “Atlas das serpentes do Brasil”, Nogueira contou com a ajuda de especialistas de diferentes partes do Brasil, que analizaram mais de 100 mil registros de coletas de espécies. Alguns dados foram coletados há mais de 250 anos. O desafio, segundo ele, foi refinar as informações.
— Foi uma tarefa difícil reunir esse conjuto. Tudo estava muito disperso. Algumas informações estavam incompletas e foi preciso corrigir alguns erros. Foi um trabalho meticuloso de análise dos dados brutos das coleções científicas. Sem a ajuda dos colaboradores, do Norte ao Sul do país, seria impossível.
Para ele, a divulgação dos mapas ajuda a chamar a atenção para o problema, que deve ser encarado com seriedade pelas autoridades.
— O poder público é um mosaico de interesses. Existem forças interessadas na preservação, e existem outras, antagônicas, que trabalham pela expansão da política agrícula. Com as informações nas nossas mãos, podemos reduzir os conflitos. Sem elas, a gente acaba fazendo um voo cego.
************
ESPÉCIES AMEAÇADAS
Bothrops itapetiningae
A espécie deve ocupar 20% do território que já ocupou. Há 30 anos, sua área se estendia desde São Paulo até Goiás. Perdeu espaço para a urbanização e para a agricultura. Mede entre 40 a 60 centímetros e é a menor das jararacas.
Bothrops muriciensis
Conhecida como jararaca­de­Murici, a espécie só é encontrada nas imediações da Estação Ecológica Murici, em Alagoas. Descoberta em 2001, a espécie corre sério risco: está criticamente ameaçada de extinção. Além do desmatamento, a serpente é submetida à pressão de predadores humanos, que costumam temer seu perigoso veneno. Ela mede cerca de 80 centímetros.
Bothrops pirajai
A jararacuçu­tapete foi descrita pela primeira vez em 1932, por Afrânio do Amaral. Mede por volta de 95 centímetros e só pode ser encontrada na Bahia. Robusta, tem hábitos noturnos. É rara e ameaçada de extinção.
Fonte
fonte

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Tráfico de Animais Silvestres

Âmbito Jurídico


Talden Queiroz Farias


foto net
Um dos maiores problemas ambientais da atualidade em todo o mundo é a questão do tráfico de animais silvestres, que consiste na retirada ilegal dessas espécies da natureza para posterior negociação no mercado interno ou externo. A cada ano um número absurdo de animais é pilhado do meio ambiente natural no Brasil e na maioria dos outros países para serem vendidos como mercadoria.

De acordo com a Organização das Nações Unidas (Onu), o tráfico de animais silvestres é a terceira atividade ilícita mais lucrativa do planeta, perdendo apenas para o tráfico de drogas e para o tráfico de armas. A Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas) estima que o tráfico de animais silvestres movimenta mundialmente cerca de pelo menos dez bilhões de dólares por ano.

O Brasil ocupa um lugar de destaque na questão do tráfico de animais silvestres chegando a movimentar aproximadamente quinze por cento desse comércio ilícito, o que equivaleria a mais de um bilhão de dólares por ano. Em parte a razão disso é que, por ser o detentor da mais rica biodiversidade do planeta, o país é naturalmente o mais visado por esses traficantes.

A participação brasileira nesse comércio ilegal corresponde aproximadamente ao mesmo percentual de biodiversidade que o país possui, visto que cerca de quinze por cento de todos os seres vivos catalogados no planeta estão no Brasil. O país é o primeiro na classificação mundial de espécies em números de primatas, borboletas e anfíbios, sendo muitas dessas espécies endêmicas ou somente encontráveis aqui.

caput do art. 1º da Lei nº 5.197/67 (Lei da Fauna) define fauna silvestre como “os animais de quaisquer espécies, em qualquer fase do seu desenvolvimento que vivem naturalmente fora do cativeiro”. Segundo o § 3º do art. 29 da Lei nº 9.605/98 (Lei dos Crimes Ambientais), “são espécimes da fauna silvestre todos aqueles pertencentes às espécies nativas, migratórias e quaisquer outras, aquáticas ou terrestres, que tenham todo ou parte de seu ciclo de vida ocorrendo dentro dos limites do território brasileiro, ou em águas jurisdicionais brasileiras”.

Diferentemente do animal doméstico, como gatos, cachorros, galinhas e porcos, o animal silvestre não se acostuma com a presença humana. Quando retirado do seu habitat natural ele reage negativamente à presença humana, passando inclusive a ter dificuldade de se desenvolver e de se reproduzir em cativeiro. Araras, aves, borboletas, camaleões, cobras, jabutis, onças, papagaios, peixes e tartarugas são exemplos de animais silvestres.

caput do art. 1º da Lei nº 5.197/67 proíbe a utilização, perseguição, destruição, caça ou apanha do animal silvestre bem como de seus ninhos, abrigos e criadouros naturais. O caput do art. 29 da Lei nº 9.605/98 determina a pena de detenção de seis meses a um ano e multa para o crime de “Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida”.

O tráfico de animais silvestres é uma apropriação indevida de um patrimônio que pertence ao Poder Público e à sociedade, já que o caput do art. 1º da Lei nº 5.197/67 determina que o animal silvestre e os seus ninhos, abrigos e criadouros naturais são propriedade do Estado. A fauna silvestre é um bem de uso comum do povo e essencial à qualidade de vida, já que é assim que o caput do art. 225 da Constituição Federal classifica o meio ambiente e os elementos que fazem parte dele.

A existência do tráfico de animais silvestres obedece a uma lógica ao mesmo tempo paradoxal e perversa. Na maioria das vezes as pessoas adquirem um desses animais para simplesmente se darem ao deleite de tê-lo em casa, ignorando as conseqüências negativas que isso pode ter para o animal e para o meio ambiente. Há casos em que o sujeito realmente acredita estar fazendo um bem ao próprio animal ao criá-lo perto de si, achando que isso é uma demonstração de amor pelo mesmo.

Na verdade, o simples fato de ser retirado do seu habitat natural é causa de grande sofrimento para o animal silvestre, que muitas vezes paga com a própria vida pelo prazer que alguns seres humanos possuem ao tê-los em casa. Ao sair do seu meio ambiente natural esse animal desaprende a conseguir alimento, a se defender dos predadores e a se proteger das situações adversas. O animal silvestre perde as suas características naturais de tal maneira que dificilmente sobreviveria ainda que libertado em um local adequado.

Normalmente os animais silvestres não são cuidados da forma adequada, já que ficam em espaços reduzidos e comem alimentos inapropriados, e pelo convívio com os seres humanos estão sujeitos a doenças que para os animais são fatais, como é o caso da gripe e do herpes. Por outro lado, existe o risco de ataques e de transmissão de inúmeras doenças por parte desses animais em relação aos seres humanos.

Algumas estatísticas apontam que noventa por cento dos animais traficados morrem antes de chegar ao seu destino final, principalmente devido às condições inadequadas em que são transportados em ônibus e em carros particulares. Dessa forma, de aproximadamente trinta e oito milhões de animais de seus ninhos e tocas, apenas dez por cento chega ao seu destino.

Muitas vezes os animais ficam escondidos em caixotes ou em malas sem iluminação e ventilação, além de passarem dias sem tomar água ou ingerir qualquer alimento. O traficante muitas vezes faz o animal ingerir drogas ou bebidas alcoólicas, para fazê-lo parecer manso e torná-lo mais comerciável, e outras vezes ele o mutila ou cega. Os pássaros têm as asas cortadas para não poderem fugir e têm os olhos furados para não enxergarem a luz do sol e por conseqüência não cantarem, o que despertaria a atenção da fiscalização, ao passo que outros animais têm as suas garras e dentes serrados para se tornarem menos perigosos. Isso desrespeita o inciso VII do § 1º do art. 225 da Constituição Federal, que veda as práticas que provoquem a extinção das espécies ou submetam os animais a crueldade.

A pessoa que adquire um singelo animal silvestre em uma feira livre como um papagaio ou um galo-de-campina talvez não imagine que está alimentando a cadeia de um negócio ilegal tão estruturado quanto o tráfico de drogas e que resulta em crueldade e maus tratos contra os animais e em extinção da biodiversidade. Na verdade, por conta da globalização e das altas cifras envolvidas o tráfico da fauna silvestre se modernizou e passou a adotar as mesmas estratégias e rotas do tráfico de drogas. Para se ter uma idéia, basta dizer que a arara-azul-de-lear custa sessenta mil dólares, a jararaca-ilhoa custa vinte mil dólares e a grama de veneno da cobra coral-verdadeira custa mais de trinta e um mil dólares. É por isso que a própria máfia russa já foi acusada de envolvimento com o tráfico internacional de animais.

fonte 

terça-feira, 23 de junho de 2015

Espécies que saíram da lista de extinção



#PreservaçãoDasEspécies  A cobra Dipsas albifrons saiu da categoria Criticamente em Perigo e passou para a categoria Segura de acordo com a classificação da Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. Signatário da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), de 1993, o Brasil é responsável pela gestão do maior patrimônio de biodiversidade do mundo. 

Em relação à fauna, são mais de 100 mil espécies de invertebrados e aproximadamente 8.200 espécies vertebrados, das quais 698 estão listadas como ameaçadas de extinção. 

Saiba quais animais saíram da Lista Vermelha:http://goo.gl/hGX4in

O Instituto Butantan


Instituto Butantan no Butantã, é vinculado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, e é um dos maiores centros de pesquisa biomédica do mundo, responsável por mais de 93% do total de soros e vacinas produzidas no Brasil, entre elas, vacina contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e influenza sazonal e H1N1.

O Instituto desenvolve estudos e pesquisa básica na área de Biologia e de Biomedicina, relacionadas, direta ou indiretamente, com a saúde pública. 

Produz vacinas e soros para uso profilático e curativo. Realiza missões científicas no país e no exterior através da Organização Mundial e Panamericana da Saúde, Unicef e a ONU. 


Colabora no combate a surtos epidêmicos com órgãos da Secretaria da Saúde e do Ministério da Saúde, National Institute of Health, dos EUA, Bill & Melinda Foundation, fundação do Bill Gates dedicada a pesquisa e ações comunitárias em saúde.

Além disso, o Butantan também realiza cursos e estágios de aperfeiçoamento aos técnicos do Butantan e de outras instituições e disponibiliza publicações sobre suas áreas de atuação, que são oferecidos a empresas, estudantes, militares e à população em geral. 

O Butantan possui um belíssimo parque com cerca de 80 hectares e mais de 62% em área verde, atraindo mais de 300 mil pessoas anualmente, é um dos principais pontos turísticos da cidade de São Paulo. Além de possuir uma imagem centenária de qualidade, mantém em seu parque um centro de exposições os museus Biológico, Histórico, Microbiologia em seu parque e o quarto museu, o Museu do Emílio Ribas, especializado em história da saúde.

 Hoje, tem por princípio o desenvolvimento harmônico e integrado da pesquisa científica e tecnológica e a produção de qualidade dos imunobiológicos. Esta qualidade e credibilidade dos trabalhos desenvolvidos na instituição espelham a competência de seus cientistas e técnicos.

fonte

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Reprodução dos anuros, do acasalamento à metamorfose



A maioria das pessoas aprende fatos básicos sobre a reprodução das rãs na escola: elas põem ovos na água e esses ovos, quando chocados, produzem girinos, que se tornam rãs. Apenas cerca de metade das rãs segue esses passos nessa ordem exata, mas existem algumas regras básicas sobre a reprodução dos anuros. Todos se reproduzem sexualmente e todos saem de ovos.

Em quase todas as rãs, a fertilização dos ovos acontece fora do corpo da fêmea e não dentro. Ao mesmo tempo em que a fêmea põe os ovos, o macho libera seu esperma. A fim de garantir que espermatozoides cheguem aos ovos, o macho e a fêmea adotam uma postura conhecida como amplexo. O macho sobe sobre as costas da fêmea e a prende pela metade do corpo com as patas dianteiras. As rãs podem permanecer em amplexo por horas ou até dias, enquanto a fêmea libera entre um e diversas centenas de ovos.
Normalmente, é fácil distinguir rãs machos de rãs fêmeas. Muitas espécies são sexualmente dismórficas, ou seja, existem diferenças entre os corpos e as cores dos machos e fêmeas. Mas em algumas espécies é difícil distingui-los. Nessas espécies, os machos muitas vezes produzem um chamado de libertação quando outro macho os abraça. Na temporada de acasalamento, os pesquisadores empregam esses chamados para distinguir machos e fêmeas entre as rãs.
Todos os ovos de anuros requerem umidade para seu desenvolvimento e a maioria das rãs abandona seus ovos assim que eles são fertilizados. Mas nem todos os ovos são incubados sob a água ou sem supervisão dos pais. Algumas espécies carregam os ovos no saco vocal ou no abdomen. Outras depositam ovos em áreas secas e os conservam úmidos com água ou com urina. Dependendo da espécie de rã e do clima sob o qual ela normalmente viva, os ovos podem levar entre alguns dias e algumas semanas para serem chocados.
Em algumas espécies, os filhotes já saem formados dos ovos, mas, na maioria dos casos, as rãs começam a vida como girinos. Embora a maioria dos anuros adultos sejam carnívoros, os girinos podem ser vegetarianos ou onívoros. Alguns se alimentam de algas, outros têm dentes e podem comer qualquer coisa, de vegetação apodrecida a outros girinos. De qualquer maneira, os girinos tendem a comer vorazmente - completar a metamorfose que faz deles sapos requer muita energia.
Os girinos podem viver em poças temporárias de água de chuva e geralmente se tornam sapos em duas semanas. O processo pode levar meses em espécies que vivem em lagos, rios e outros locais aquáticos permanentes, mas, na maioria das vezes, a transformação segue os mesmos passos básicos. Primeiro, as patas traseiras começam a crescer. Depois, enquanto as patas dianteiras se formam, os órgãos internos do girino começam a mudar. Ele desenvolve um par de pulmões, de modo que possa respirar ar, e seu sistema digestivo muda para acomodar sua dieta como adulto. A cauda gradualmente desaparece e é absorvida pelo corpo. Quando o filhote sai da água para viver em terra, normalmente lhe resta uma pequena parte da cauda, que é absorvida gradualmente.
Os ovos dos anuros e os girinos servem de alimento para peixes, pássaros e outros animais, de modo que a maioria deles não chega à idade adulta. Os anuros adultos também têm diversos inimigos, incluindo alguns de porte microscópico.
fonte