sábado, 14 de fevereiro de 2015

Durante fuga, escorpiões perdem a cauda





RODRIGO DE OLIVEIRA ANDRADE | Edição Online 18:21 6 de fevereiro de 2015


Durante fuga, escorpiões perdem a cauda



Pesquisadores identificam mecanismo de defesa semelhante ao de aranhas e lagartixas em 14 espécies

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Sacrifício pela sobrevivência: ao serem segurados com uma pinça, escorpiões do gêneroAnanteris se desprendem da cauda em segundos, abrindo mão do ferrão e de parte de seu abdome, que inclui parte do sistema digestivo e o ânus

Um mecanismo de sobrevivência bastante eficiente e usado por muitas espécies de aranhas, lagartixas e opiliões parece ser comum também entre escorpiões: a autotomia, capacidade de soltar partes do corpo, automutilando-se, como meio de defesa contra predadores. No caso das aranhas e lagartixas esses membros se regeneram depois de algum tempo — a cauda da lagartixa, por exemplo, cresce como antes. Mas os escorpiões adultos do gênero Ananteris pagam um preço maior, a cauda não volta a crescer. Sem ela, esses artrópodes não têm como atacar suas presas ou se defender de predadores. As desvantagens vão além. Perder a cauda, com o ferrão na ponta, significa também ficar sem parte do sistema digestivo e o ânus.
A inusitada constatação é de um grupo internacional de pesquisadores, entre eles biólogos do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP). Em um estudo publicado em janeiro na revista PloS One, eles observaram que, ao segurar a cauda de escorpiões com uma pinça, os animais, em segundos, se desprendiam delas em pontos específicos. Mesmo solta, a ponta continuava a se mexer, enquanto o escorpião fugia. Esse comportamento foi registrado em 14 espécies de escorpião, sobretudo entre machos adultos. Uma possível explicação seria a diferença no comportamento reprodutivo entre machos e fêmeas. Escorpiões machos são mais ágeis e tendem a vagar em busca de fêmeas durante a época de reprodução. Com isso, acabam se expondo a maiores riscos.

 Artigo científico
Mattoni, C. I. et alScorpion sheds ‘tail’ to escape: Consequences and implications of autotomy in scorpions (Buthidae: Ananteris)PloS One. v. 10, n. 1, p. 1-15. Jan. 2015.

http://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0116639

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

NPA Resgata Coruja no Morro do Cristo em Barra Velha SC






BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS
Barra Velha SC











Caros amigos leitores no dia 13 de fevereiro de 2015 o Núcleo de Proteção Ambiental (NPA) dos Bombeiros Voluntários de Barra Velha SC, Resgatou uma Coruja adulta em Barra Velha SC.











As 13:46 hs o Núcleo de Proteção Ambiental (NPA) dos Bombeiro Voluntário de Barra Velha SC, foi acionado  pelo morador da Cidade de Barra Velha, Srº Elio Fernandes, no Morro do Cristo nº 41, no Centro de Barra Velha SC, para resgatar uma Coruja Adulta possivelmente machucada.

Bombeiros Voluntários Envolvidos
Bombeiro Voluntário Jeckeson
Bombeiro Voluntário Vargas

Ao chegarmos no local encontramos o animal e recolhido pelo   Núcleo de Proteção Ambiental dos Bombeiros Voluntários de Barra Velha e São João do Itaperiú SC, e sera introduzida a natureza.


Lembramos a população de Barra Velha e São João do Itaperiú SC, que o Núcleo de Proteção Ambiental (NPA) atende este tipo de Emergência Resgatando animais Peçonhentos e Venenosos que estejam causando risco a população pedimos aos cidadães que não tente matar ou capturar estes  animais, nos comunique da presença deles e iremos Resgata-los. Núcleo de Proteção Ambiental (NPA) possui pessoal Treinado e Qualificado para este tipo de Ocorrência.

Tel: de Emergência 34460000

José Roberto Cruz
Chefe - Núcleo de Proteção Ambiental

NPA Resgata 7 filhotes de Gamba em Barra Velha SC





BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS
Barra Velha SC











Caros amigos leitores no dia 13 de fevereiro de 2015 o Núcleo de Proteção Ambiental (NPA) dos Bombeiros Voluntários de Barra Velha SC, Resgatou 7 filhotes de gamba.

As 12:06 hs o Núcleo de Proteção Ambiental (NPA) dos Bombeiro Voluntário de Barra Velha SC, foi acionado  pela moradora da Cidade de Barra Velha, Srª Angela Mania Collett, cituada Residente na Av Itajuba S/n, no Bairro Itajuba em Barra Velha SC, para resgatar filhotes de gamba que encontrava-se no quintal de sua residencia.

Bombeiros Voluntários Envolvidos
Bombeiro Voluntário Jeckeson
Bombeiro Voluntário Jonas
Bombeiro Voluntário Roberto




Ao chegarmos no local constatamos que se tratava de 7 Filhotes  de (Didelphis albiventris) conhecido popularmente como Gamba.

Os animais foram resgatados pelo Núcleo de Proteção Ambiental (NPA) dos Bombeiros Voluntários de Barra Velha SC, e encaminhado para avaliação do Veterinario Drº José Daniel Fedulle do Zoo do Beto Carreiro World. Apos avaliação o Drº José Daniel recomendou a soltura dos mesmo o que aconteceu nesta tarde.


Lembramos a população de Barra Velha e São João do Itaperiú SC, que o Núcleo de Proteção Ambiental (NPA) atende este tipo de Emergência Resgatando animais Peçonhentos e Venenosos que estejam causando risco a população pedimos aos cidadães que não tente matar ou capturar estes  animais, nos comunique da presença deles e iremos Resgata-los. Núcleo de Proteção Ambiental (NPA) possui pessoal Treinado e Qualificado para este tipo de Ocorrência.

Tel: de Emergência 34460000

José Roberto Cruz
Chefe - Núcleo de Proteção Ambiental

Primeiro crustáceo venenoso é idenficado





Fotografia por Wes C. Skiles, National Geographic



Pesquisadores relatam a descoberta do primeiro crustáceo venenoso, um remipedia muito parecido com este da figura abaixo, que vive em cavernas submersas no México e América Central. Não maior do que seu dedo mindinho e totalmente cego, o Speleonectes tulumensis das cavernas é uma criatura do mar, e agora o primeiro de cerca de 70.000 espécies de crustáceos de ser confirmado como venenoso.

Conforme relatado na revista Molecular Biology and EvolutionS. tulumensis implanta um coquetel químico desagradável, que inclui uma neurotoxina paralisante e enzimas que rapidamente digerem a carne transformando-a em uma pasta de fácil digestão. O S. tulumensis é parecido com uma centopéia pela sua forma corporal, mas é branco e de pernas compridas - sendo o maior crustáceo de seu grupo, os remipedes.

Conforme relatado pelos biólogos Björn Von Reumont e Ronald Jenner, ambos do Museu de História Natural de Londres, e seus colegas da Alemanha e México, especialistas em espécies venenosas, tais como aranhas, escorpiões, formigas, abelhas, e centopéias - dizem que a presença de veneno é comum em três dos quatro principais grupos de artrópodes, mas até agora crustáceos pareciam ser livres de veneno.

saiba mais

http://www.euquerobiologia.com.br/2014/05/primeiro-crustaceo-venenoso-e-idenficado.html

http://voices.nationalgeographic.com/2013/10/23/crustacean-speleonectes-tulumensis-venom-science/

Nova espécie de aranha é descoberta nos Estados Unidos





19 de janeiro de 2015


Um grupo de exploradores de cavernas e cientistas fizeram uma descoberta rara em uma caverna de Oregon, nos Estados Unidos: uma nova família taxonômica de aranhas. A descoberta animou o meio científico, que só havia encontrado outras famílias de aracnídeos pela última vez em 1990.

Foto: Griswold CE, Audisio T, Ledford JM

De acordo com o pesquisador chefe da expedição Charles Griswold, da Acadêmia de Ciências da Califórnia, a nova família é a primeira recém-descoberta nativa da América do Norte a ser encontrada desde 1890. Segundo informações do portal LiveScience, uma das descobertas recebeu o nome de Hook-Legged Spider (Aranha-pernas-de-gancho, em tradução livre).

Foto: Griswold CE, Audisio T, Ledford JM


Até agora, a nova família é composta por apenas uma das espécies descritas, que os investigadores nomearam Trogloraptor marchingtoni. A espécie tem o nome de Neil Marchington, um membro da ocidental Caverna Conservancy, quem primeiro descobriu a aranha. O nome do gênero, Trogloraptor, significa “ladrão da caverna.”
É um nome apto para uma aranha com ganchos exclusivos, ou garras, nas suas pernas, que os pesquisadores acreditam que são usados para arrebatar insetos voadores, como mosquitos, fora do ar. Com suas pernas estendidas, as medidas de aranha chegam a 8 centímetros de comprimento.
saiba mais
http://topbiologia.com/nova-especie-de-aranha-e-descoberta-nos-estados-unidos/

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

nova espécie da fauna brasileira



Ituglanis boticario: a nova espécie da fauna brasileira Pesquisadores divulgam descoberta de peixe endêmico da Gruta da Tarimba, no interior de Goiás. Todavia, ele já enfrenta ameaça da extinção devido aos efeitos negativos da expansão da pecuária sobre a água da região










Pequeno, com não mais de 10 centímetros, o Ituglanis boticario chama atenção pelos seus grandes bigodes alongados. A cor é de um rosa claríssimo, quase transparente, porque possui pouca pigmentação. O peixe, descoberto recentemente numa gruta em Mambaí, a 500 km de Goiânia, pertence à família dos Ituglanis, que vivem apenas em cavernas

A nova espécie foi identificada por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos e da Universidade de São Paulo. O peixe foi descrito oficialmente em artigo pubicado na revista da Sociedade Brasileira de Zoologia. 

A região de Tarimba, no interior de Goiás, já era conhecida como um hotspot de fauna subterrânea brasileira. Isso significa que a área concentra alto nível de biodiversidade, principalmente endêmica (que tem como habitat exclusivo aquele lugar). 

Uma das principais características do Ituglanis boticario é a presença de odontoides, pequenos dentes bem desenvolvidos localizados próximos às brânquias e utilizados para a fixação do animal, evitando que seja levado em correntezas. 

Diferente de outros peixes, que vivem entocados, o espécie goiano está sempre em atividade. "Isso acontece por terem menos alimento dentro das cavernas, então eles precisam procurar mais", explica Pedro Pereira Rizzato, integrante da equipe de pesquisa.

Como outros animais que habitam locais escuros, o Ituglanis boticario apresenta visão menos desenvolvida, mas outros sentidos - como olfato e tato - bastante aguçados. Carnívoro, alimenta-se de invertebrados como larvas e besouros. "Ele possui papel biológico muito importante na caverna por ser um predador de topo de cadeia", afirma a pesquisadora Maria Elina Bichuette. 

Todavia, o estudo realizado pelos cientistas brasileiros mostra que o peixe recém-identificado já sofre risco de desaparecer. Além da espécie ser endêmica, a Gruta da Tarimba fica localizada numa região onde tem havido expansão do uso de terras para pastagens. Com isso, o solo diminui sua capacidade de drenar água para dentro da caverna, reduzindo a quantidade de alimento em seu interior. 

De acordo com Elina, a urina do gado também aumenta a concentração de ureia e amônia na água, o que pode chegar até a matar os peixes. "Nas grutas onde foi encontrada a nova espécie, ela reina soberana. Não existem outros tipos de peixes ali, por isso se o Ituglanis não for conservado, todo o ecossistema estará em risco e poderá será perdido", alerta.


Os pesquisadores já enviaram solicitação ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão responsável pela gestão das unidades de conservação federais, propondo a criação de Unidade de Conservação de Proteção Integral para proteger o local. 

Ituglanis recebeu a denominação boticario em homenagem à Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, instituição que financiou o projeto desta pesquisa e diversos outros estudos, responsáveis por identificar novas espécies da fauna e florabrasileiras.

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Terapia com répteis ajuda crianças com transtornos, mas é preciso cautela


Márcio Neves e Mirthyani Bezerra
Do UOL, em São Paulo

11/02/2015

A jiboia rasteja pelo corpo de Gabriel Souza, 14, que tem paralisia cerebral. Ela passa pelo seu rosto, enquanto a fonoaudióloga faz exercícios para ajudá-lo a aperfeiçoar a sua mastigação. A cena é capaz de causar estranhamento, mas o pai de Gabriel, o aposentado Mário Souza, assegura que a terapia tem surtido efeito.
A jiboia é um dos animais que integram a terapia feita com répteis oferecida pela ONG Walking Equoterapia, pioneira nesse tipo de tratamento no Brasil. A organização estudou o método por dois anos e firmou uma parceria com a SOS Ambiental, que cede os animais utilizados nas sessões -- todos eles certificados pelo Ibama (Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). A técnica é administrada em diversos tipos de transtornos e deficiências, sejam eles de ordem motora ou cognitiva, com o objetivo de melhorar a capacidade de atenção, o raciocínio e o convívio social.
Além da cobra, os profissionais também utilizam os lagartos teiú e iguana e um jacaré do papo amarelo nas sessões com as crianças. Cada animal é escolhido de acordo com o perfil dos meninos e meninas e o objetivo a ser alcançado com o tratamento.

No caso de Gabriel, além de ajudá-lo a relaxar e treinar as suas funções musculares, o contato com os animais o deixa mais atento ao que se passa ao seu redor, segundo o seu pai. "Ele conseguiu observar bem os bichos, querendo se aproximar, sentir. Isso foi um fator muito positivo para ele", afirmou Mário Souza.
Segundo a fonoaudióloga Andrea Ribeiro, uma das responsáveis pela terapia, os resultados são bastante perceptíveis e mudanças no comportamento e nas funções musculares dos pacientes são notadas após as primeiras sessões, logo depois dos encontros de adaptação com os animais. "Aos poucos eu fui descobrindo com os próprios resultados apresentados aqui com os pacientes os benefícios (da terapia)", afirma.
O biólogo da SOS Ambiental Diego Sanchez afirma que a terapia ajuda a sensibilizar as crianças também para as propostas ambientais. "Além de contribuir com as melhorias na saúde e na vida destas crianças, a proximidade com os répteis ajuda também a reforçar a importância de preservar muitas das espécies que utilizamos na terapia", diz o biólogo, responsável por manejar os animais nas sessões e fazer o trabalho de adaptação.
A pediatra da Beneficência Portuguesa Wylma Hossaka, no entanto, afirma nunca ter ouvido falar no uso de répteis como terapia animal assistida para crianças com problemas motores e cognitivos e diz que é preciso ter cautela na hora de recomendá-la. "Alguns pacientes podem demonstrar que estão sendo beneficiados pela terapia, mas esses benefícios ainda não são compreendidos cientificamente, assim como o seu grau de segurança. O médico, seja o pediatra ou neurologista da criança, precisa ser consultado para saber se no caso específico daquela criança, ela seria beneficiada, pois o profissional que a acompanha é o único apto a indicar a terapia", afirma.

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