segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Anatomia das Aranhas

As aranhas vivem em habitáts variados e são os aracnídeos mais abundantes, com cerca de 32 mil espécies descritas. Variam em tamanho desde espécies diminutas, com menos de 0,5 milímetro de comprimento até as grandes tarântulas e caranguejeiras, que, só no corpo, descontando-se as patas, chegam a 9 centímetros de comprimento. Algumas espécies de tarântulas da América do Sul alcançam cerca de 25 centímetros com as patas distendidas.
Seu corpo consiste de um cefalotórax cabeça fundida ao tórax ), coberto dorsalmente por uma carapaça sólida, e um abdome, unidos por um pedículo delgado.
No cefalotórax, geralmente existem oito olhos simples na região anterior, e pares de apêndices articulados.
O par mais anterior é o de quelíceras, usadas na captura de alimento. Cada uma apresenta um acúleo em forma de garra onde se abre o ducto de uma glândula de veneno situada no cefalotórax.
O segundo é o par de pedipalpos, que são curtos e usados no esmagamento do alimento, mas, em machos, podem atuar como estruturas copulatórias. Servem também como estruturas de percepção tátil. Os quatro pares restantes são patas locomotoras.
Não há antenas. As aberturas corporais, com exceção da boca, são abdominais e ventrais, com o destaque para a abertura genital, as aberturas respiratórias, as fiandeiras por onde saem os fios de seda para a construção da teia, e o ânus.
As aranhas são animais de vida livre, solitárias e predadoras. Alimentam-se principalmente de insetos, que podem ser caçados ou aprisionados nas teias.
Espécies maiores utilizam pequenos vertebrados como alimento. A presa é segura pelas quelíceras, imobilizada e morta pelo veneno. Há espécies que envolvem a presa em seda antes ou depois de picá-la, de modo a permitir melhor imobilização.

Anatomia das Serpentes

A anatomia das cobras é caracterizada pela ausência total de pernas e braços e por um corpo extremamente longilíneo. 

Apesar da ausência de membros, a locomoção das cobras é ágil e rápida. Ademais é muito silenciosa e deixa poucos rastos. Para que a cobra possa rastejar é necessário que esteja sobre uma superfície em que seu corpo possa se agarrar. 

As cobras têm vísceras que cumprem todas as funções que conhecemos nos mamíferos, como aquelas próprias do cérebro, coração, pulmão (elas só possuem um), fígado, rim, tubo digestivo e órgãos sexuais. Devido ao formato do corpo, os órgão pares (rins, ovários, testículos) não estão em posição simétrica como, por exemplo, em nós, mas um mais a frente do que o outro. As serpentes não têm bexiga, os rins excretam ácido úrico na cloaca que é uma bolsa onde também se esvazia o intestino.

As fêmeas põem ovos ou dão luz a filhotes completamente maduros para enfrentar a existência sozinhos. Na verdade, neste caso, os ovos chegam a termo dentro dos ovidutos da cobra. Portanto, todos as serpentes reproduzem-se por meio de ovos. Jamais têm placenta. Quando efetivamente põem ovos, são chamadas de ovíparas, e quando os ovos eclodem dentro do animal e nascem filhotes, são denominadas de ovovivíparas.


José Roberto Cruz
Chefe do Núcleo de Proteção Ambiental


sábado, 18 de outubro de 2014

O Baiacu Sphoeroides splengleri

Os baiacus são peixes bonitinhos e engraçados. Seus grandes olhos, para a frente, e cara redonda, em contraste com as nadadeiras peitorais, em forma de orelhas flutuantes, dão-lhe um aspecto amistoso. Porém os baiacus têm dentes muito úteis, fundindo-se num bico afiado com o qual picam até alimentos bem protegidos como as cracas, caracóis marítimos, caranguejos e vermes tubiformes, e até dedos de quem não se cuide ao manipulá-lo.

Apesar de engraçadinho possui um dos venenos mais mortais encontrados na natureza.





O veneno, tetraodontoxin, é um alcalóide encontrado em alguns cogumelos silvestres.

Os sintomas após a ingestão de baiacus e cogumelo Death Cap são semelhantes.

O resultado, de qualquer um dos dois, pode ser fatal.

Encaixadas numa pele muito dura e espinhosa, sem nenhuma aparência aerodinâmica, nadam pachorramente como se não tivessem medo de ninguém.

Eles possuem um sistema de defesa exclusivo, um estômago ou bexiga falsos que podem inflar, engolindo água ou ar, numa série de rápidos goles.

Quando um baiacu assustado incha, seus espinhos ficam eriçados, de modo que um peixe completamente inchado transforma-se num balão espinhoso vivo, o que o torna impossível de ser engolido pela maioria de seus predadores.


fonte http://www.ninha.bio.br/biologia/baiacu.html

Aranhas em Casa?

Em determinadas épocas do ano, as aranhas invadem as casas e se tornam um verdadeiro incômodo para toda família. Como depende do clima da região, é comum aparecer nas cidades as espécies armadeira, viúva negra, aranha marroncaranguejeiras e as tarântulas.

ReproduçãoAs que fazem teia áreas geométricas, muitas encontradas dentro das casas, não oferecem grandes riscos para a saúde. De todo modo, inofensivas ou não, não há quem queira conviver com estas espécies dentro de casa. Mas tomando alguns cuidados simples é possível eliminá-las do seu lar sem grandes esforços. 



Evite folhagens densas (plantas ornamentais, trepadeiras, arbusto, bananeiras e outras) perto de paredes. Lembre-se também de sempre manter a grama aparada e nunca permitir que terrenos vizinhos (quando baldios) contenham lixo e etc;
Vede frestas e buracos em paredes, assoalhos e vãos entre o forro e paredes para impedir o trânsito de aranhas pela residência;
Em lugares muito arborizados, feche as portas e janelas ao entardecer;
Observar a presença de aranhas em objetos e móveis que tenham sido guardados por períodos prolongados em ambientes escuros.
Uma dica interessante para controlar e afastar estas aranhas que vivem em casa é preparar uma solução com cravo da índia, cânfora e álcool e usá-la para limpar as paredes toda semana.

José Roberto Cruz
Chefe do Núcleo de Proteção Ambiental

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Mega-colônia de formigas

Cientistas descobriram que uma única mega-colônia de formigas colonizou a maior parte do mundo. Formigas argentinas que vivem em grande número na Europa, Estados Unidos e no Japão pertencem à mesma colônia inter-relacionada, e se recusam a lutar umas contra as outras. Esta espécie de formigas, a Linepithema humile, era nativa da América do Sul, mas a ação humana levou as formigas a todos os continentes, exceto à Antártica.

A colônia pode ser a maior do seu tipo das espécies de insetos conhecidas, e podem até rivalizar com os humanos na escala de dominação mundial. Mais do que isso: os humanos estão, sem querer, ajudando a mega-colônia a se manter unida. As formigas argentinas são conhecidas por formar grandes colônias, e se tornam uma peste, atacando animais nativos e plantações.
Na Europa, as colônias da formiga argentina se estendem por aproximadamente 6 mil quilômetros na costa do Mediterrâneo, enquanto nos Estados Unidos elas se estendem por 900 quilômetros na costa da Califórnia, no oeste do país. Uma terceira colônia existe na costa oeste do Japão.
Enquanto as formigas são normalmente muito territorialistas, estas que vivem nas mega-colônias são muito tolerantes umas com as outras, mesmo quando vivem a dezenas ou centenas de quilômetros umas das outras. Pesquisadores no Japão e na Espanha, coordenados por Eiriki Sunamura, da Universidade de Tóquio, descobriram que as formigas argentinas que vivem na Europa, Japão e na Califórnia têm um perfil químico muito similar.
Outros exames revelaram a extensão da ambição global das formigas: os pesquisadores selecionaram formigas selvagens de várias colônias, e testaram quão agressivas elas seriam umas com as outras. Formigas de mega-colônias menores se mostraram agressivas com as outras, assim como as a cosa oeste do Japão com suas rivais de outra parte do país. Enquanto isso, aquelas da colônia européia não rivalizavam com formigas da colônia ibérica.
Uma grande família
Ignorando as rivalidades de outras espécies, quando as formigas das mega-colônias européias, californianas e japonesas entravam em contato umas com as outras, elas agiam como velhas conhecidas. Elas esfregavam as antenas umas com as outras, e não ficavam agressivas nem tentavam evitar as outras.
Basicamente, elas agiam como se pertencessem todas à mesma colônia, apesar de viver em continentes diferentes, separadas por vastos oceanos. A explicação mais plausível para isso é que as formigas destas três super-colônias são realmente uma família, geneticamente relacionadas, de acordo com os pesquisadores. Quando elas entram em contato, reconhecem umas as outras pela sua composição química.
“A enorme extensão desta população só pode ser comparada com a sociedade humana”, afirmam os pesquisadores. Curiosamente, são os humanos os maiores responsáveis pela criação e transporte desta mega-colônia de formigas pelo mundo, assegurando que elas se espalhem por todos os continentes.

fonte http://hypescience.com/17801-formigas-formam-mega-colonia/

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Conheça a Mata de Araucárias

Encontrada na região Sul do Brasil, a Mata de Araucárias ocorre em regiões de clima subtropical.



As Matas de Araucárias são encontradas na região Sul do Brasil e nos pontos de relevo mais elevado da Região Sudeste. Existem pelo menos dezenove espécies desse tipo de vegetação, das quais treze são endêmicas (existe em um lugar específico). São encontradas na Ilha Norfolk, sudeste da Austrália, Nova Guiné, Argentina, Chile e Brasil.

Essa cobertura vegetal desenvolve-se em regiões nas quais predomina o clima subtropical, que apresenta invernos rigorosos e verões quentes, com índices pluviométricos relativamente elevados e bem distribuídos durante o ano. A araucária é um vegetal da família das coníferas que pode ser cultivado com fins ornamentais, em miniaturas.

O Pinheiro-do-Paraná ou Araucária (Araucaria angustifolia) era encontrado com abundância no passado, atualmente no Brasil restaram restritas áreas preservadas.

As árvores que compõem essa particular cobertura vegetal possuem altitudes que podem variar entre 25 e 50 metros e troncos com 2 metros de espessura. As sementes dessas árvores, conhecidas como pinhão, podem ser ingeridas, os galhos envolvem todo o tronco central. Os fatores determinantes para o desenvolvimento dessa planta são o clima e o relevo, uma vez que ocorre principalmente em áreas de relevo mais elevado.

Outra particularidade das araucárias é a restrita ocorrência de flores, provenientes das baixas temperaturas, além de não desenvolverem outros tipos de plantas nas proximidades dos pinheiros. Diante disso, a composição paisagística dessa vegetação fica caracterizada principalmente pelo espaçamento entre as árvores, pois não existem vegetais de pequeno porte que poderiam fazer surgir uma vegetação densa; elas são compostas por florestas ralas.


Infelizmente, no Brasil, a proliferação das Araucárias está bastante comprometida e corre sério risco de entrar em extinção, fato decorrente das atividades produtivas desenvolvidas há várias décadas na região, especialmente na extração de madeira e ocupação agropecuária, reduzindo a 3% a forma original.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Muito prazer eu sou o Pau Brasil



Árvore Pau Brasil  Caesalpinia echinata




Pau-brasil é um dos nomes populares da árvore da espécie Caesalpinia echinata Lam, uma leguminosa nativa da mata Atlântica, no Brasil. Tanto seu nome em tupi, ibirapitanga(madeira vermelha), quanto a forma como é chamado em português (pau-brasil) derivam da cor da resina vermelha contida na sua madeira. A palavra “brasil”, de fato, deriva de “brasa”, porque a cor vermelha do tronco da árvore estava associada ao fogo. O pau-brasil é conhecido também pelos nomes de ibirapiranga, ibirapita, muirapiranga, orabutã, brasileto, pau-rosado e pau-de-pernambuco.

Considera-se que o nome do país, Brasil, foi tirado do nome desta árvore, a mais explorada nos primeiros séculos após a chegada dos europeus.


A árvore do pau-brasil tem um tronco cheio de espinhos e seus galhos são duros e pontiagudos. A casca é pardo-acinzentada ou pardo-rosada e seu miolo é vermelho. Pode atingir até 40 metros de altura. As flores do pau-brasil são amarelo-ouro e seu fruto libera sementes, medindo de 1 a 1,5 centímetros de diâmetro.


Para os indígenas, o pau-brasil servia para fabricar arcos e flechas e como tintura para seus enfeites. Para os portugueses, o interesse econômico pelo pau-brasil estava relacionado também a esse uso, pois a essência corante extraída da madeira, conhecida como brasileína, era utilizada no tingimento de tecidos e na produção de tintas. Não por acaso, rapidamente tornaram a exploração do pau-brasil exclusiva da coroa portuguesa. Os franceses, que não davam nenhuma importância a esse monopólio, viviam pela costa brasileira carregando navios com o pau-brasil — embora no final tenham sido repelidos, conservando-se o Brasil como território colonial português até a independência.


O pau-brasil foi o principal alvo de extração e exportação dos primeiros colonizadores. A devastação foi tanta que a espécie foi considerada extinta desde o fim do século XIX até 1928, quando uma árvore de pau-brasil foi encontrada num local chamado Engenho São Bento, hoje sede da Estação Ecológica da Tapacurá, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRP). Atualmente, o pau-brasil continua na lista de espécies ameaçadas, mas, para garantir sua sobrevivência, o Jardim Botânico de São Paulo plantou, em 1979, um bosque da espécie.

Em 1961, o pau-brasil foi declarado árvore símbolo nacional. Em 1972, uma lei declarou o pau-brasil a Árvore Nacional, instituindo o dia 3 de maio como seu dia.

fonte http://escola.britannica.com.br/article/483444/pau-brasil