terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

As Serpentes e suas Modificações Adaptativas para Fins Alimentares

As cobras nunca mastigam ou dilaceram seu alimento, mas os engolem inteiro. Podem comer presas de diâmetro maior do que o de seu corpo devido a uma serie de modificações adaptativas que incluem:
União das duas mandíbulas na parte anterior por ligamentos elásticos.
Quadrado frouxamente articulado, tanto com a mandíbula como com o crânio.
Movimento dos ossos do palato. Em conseqüência, a boca pode ser largamente distendida.
Os delicados dentes apontados para trás na maxila, mandíbula e palato, evitando que o alimento escorregue para frente uma vez começada a deglutição.
Ausência de esterno e costelas livres de qualquer articulação ventral, para que o corpo possa dilatar-se.
Presença de pele mole, elástica, entre as escamas no dorso e nos lados do corpo, permitindo larga distensão.
Paredes finas e, elásticas do esôfago e do estômago.

Posição bem anterior da glote, entre as mandíbulas e logo atrás da chanfradura para a língua delgada, o que permite respiração durante a deglutição do alimento. Durante a deglutição, a glote pode ser projetada para frente para auxiliar a respiração e as maxilas e mandíbulas flexíveis avançam alternadamente em um movimento de andar sobre a presa.



Bombeiros Voluntários 
 Barra Velha e São João do Itaperiú
Santa Catarina - Brasil

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Caranguejeira a Maior Aranha Brasileira


 As caranguejeiras são as maiores aranhas que existem, compreendendo cerca de 900 espécies. Desse total, 300 são brasileiras e se dividem em 11 famílias, das quais dez vivem na Amazônia. Mas é na família Theraphosidae que podemos encontrar as duas maiores aranhas do mundo: a Theraphosa apophysis, da Venezuela, e sua irmã a Theraphosa blondi.

A primeira, pode chegar ao diâmetro de 28 centímetros, de pernas esticadas, — um pouco maior do que um prato de refeição. Já a comedora de pássaros, como é conhecida a Theraphosa blondi, tem o abdômen do tamanho de uma bola de tênis e pesa 125 gramas. Além disso, suas quelíceras, que são as “presas” da caranguejeira, podem facilmente medir dois centímetros de comprimento.

Rick West, considerado o mais importante aracnólogo do mundo, disse, em entrevista exclusiva para este artigo, que essas duas espécies apresentam as mesmas medidas de tamanho, porém a brasileira é mais pesada. Segundo o especialista, “as caranguejeiras são, de modo geral, tímidas e evitam o ser humano, apesar de poderem ser, eventualmente, agressivas”.

Na dieta dessas aranhas é comum encontrar pequenos morcegos, lagartos, camundongos, insetos grandes, e aves de pequeno porte — daí a justificativa do título de comedora de pássaros.

Nas caranguejeiras, o movimento das quelíceras é de cima para baixo, como um furador de papel: são denominadas Orthognathas. Além disso, possuem dois pares de pulmões e as glândulas de veneno ficam totalmente dentro do segmento das quelíceras, diferente das Araneomorphae, nas quais as quelíceras movimentam-se de lado, como uma pinça (Labdognathas), e, cujas glândulas ocupam parte do prossoma (região da zona cefálica e toráxica), além de possuírem apenas um par de pulmões.
Outra curiosidade a respeito das caranguejeiras é que as fêmeas vivem cerca de 25 anos, dependendo da espécie e, enquanto outras aranhas param de realizar ecdise (que é a troca do exoesqueleto) na idade adulta, as migalomorfas fêmeas continuam a trocar de “pele” uma vez ao ano, em intervalos irregulares.
Apesar de as caranguejeiras causarem medo em muita gente, existem pessoas fascinadas por esses aracnídeos. Tanto, que gostam de tê-los como animais de estimação. É aí que mora o perigo, pois o risco de acidente é bem maior, especialmente para quem gosta de manuseá-las. Isso porque antes de desferir uma picada, as caranguejeiras usam uma arma bem mais eficiente, no sentido de afastar um possível agressor: as cerdas urticantes.
Uma caranguejeira, ao sentir-se ameaçada, esfrega suas pernas traseiras no abdômen, liberando esses “pelinhos”, que podem atingir os olhos e, também, entrar nas vias respiratórias do indivíduo que resolve manuseá-la. E as cerdas urticantes desse gênero de caranguejeira fazem um belo estrago, principalmente se a pessoa em questão tiver rinite ou algum tipo de alergia.
Essas estruturas podem penetrar em várias camadas da pele e do tecido ocular, causando sérias irritações. A morfologia das cerdas urticantes varia do tipo I ao IV. O primeiro tipo não penetra na pele, mas o terceiro entra numa profundidade de 2 milímetros, resultando em inflamações dermatológicas.
Um mamífero de pequeno porte (como rato, coelho etc) exposto às cerdas urticantes de uma Grammastola, por exemplo, pode sufocar em duas horas.



sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

DIFERENÇA ENTRE ARANHAS


ARANHAS SEDENTÁRIAS


 São aranhas que constroem teias. Os fios dessas teias, constituídos de seda, são produzidos em glândulas especiais, localizadas no abdômen. A seda é expelida em estado liquido através de minúsculos tubinhos (fúsulas), existentes na parte posterior do abdômen. Ao sair, a seda solidifica-se imediatamente em contato com o ar, formando um fio, com qual a aranha elabora a teia. As teias são usadas como armadilhas. Cada espécie tem um padrão de teia típico, pelo qual, muitas vezes podemos classificá-las.


ARANHAS VAGABUNDAS

São aranhas que não constroem teias e, ao invés de esperar as presas na armadilha, apanham-nas de surpresa, aos pulos, como as temidas caranguejeiras. Elas envolvem os ovos com fios de seda, numa espécie de saco ou bolsa de ovos.
As aranhas Caranguejeiras distinguem-se por terem quatro pulmões e os ferrões das quelíceras dotados de movimentos verticais, as duas glândulas veneníferas situam-se integralmente no artículo basal das quelíceras. As demais aranhas, que possuem dois pulmões ou nenhum, têm ferrões que se articulam no plano horizontal, isto é, de fora para dentro, sob a parte anterior do cefalotórax. Suas glândulas veneníferas situam-se, em parte ou totalmente, no cefalotórax.


segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Acidentes Ofídicos (Primeiros Socorros)

Após um acidente ofídico pouca coisa deve ser feita até chegar ao hospital. O paciente deve ser tranquilizado e removido para o hospital ou centro de saúde mais próximo. O local da picada pode ser lavado com água e sabão. Na medida do possível  deve-se evitar que a pessoa ande ou corra, deixando-a deitada e com o membro picado elevado.
Não fazer uso de torniquete (garrotes), incisões ou passar substancias (folhas, pó de café, outros) no local da picada. Essas medidas interferem negativamente, aumentando a chance de complicações como infecções, necrose e até mesmo amputação de um membro.
O único tratamento eficaz para o envenenamento por serpentes é o soro antiofídico, especifico para cada tipo (gênero) de serpentes. Quanto mais rapidamente for feita a soroterapia, menor será a chance de haver complicações, sendo difícil estabelecer um tempo limite para a aplicação do soro.

Fonte: Instituto Butantan

BESOUROS VENENOSOS

Ordem Coleoptera (Besouros)

São insetos muito conhecidos. possuem asas anteriores em forma de estojo que serve de pro que tem a função do voo.
As famílias de coleópteros brasileiros de interesse médico são: Meloidae e Staphilinidae. Outras duas famílias de besouro, a Carabidae e a Cerambycidae podem "morder" através das mandíbulas  mas não se enquadram como insetos venenosos.

Família Meloidae: o tamanho dos meloídeos varia de 15 a 35 mm. A coloração é na maioria dos casos escura (marrom ou negra). Os meloídeos adultos são geralmente destruidores de plantas uteis como: batata, tomate e beterraba. As especies mais comuns em nossa fauna pertencem ao gênero Epicauta e são popularmente chamados de vaquinha, burrinho, papa-pimenta e póto-grande.
O interesse ligado a esses besouros deve-se ao fato deles possuírem uma substancia, a cantaridina, que por ocasião do contato do inseto com a pele humana, é expelida pela boca ou pelas articulações membranosas do corpo, causando vesículas semelhantes a queimaduras.

Família Staphylinidae: os besouros desta família são alongados e de comprimento entre 1 a 10 mm, geralmente de cor azul ou verde-brilhante. Os estafilinídeos que causam acidentes pertencem ao gênero Paederus e são popularmente chamados de pótos. Esse besouro é encontrado em plantações de feijão, batata, algodão, cana, milho e gramíneas ao longo das margens de rios. O póto possui duas bolsas próximo ao ânus que expelem uma secreção vesicante, que produz queimaduras. A substancia caustica do póto, a pederina, é mais ativa que a cantaridina dos meloídeos.

Fonte: Animais Venenosos Instituto Butantan

domingo, 12 de janeiro de 2014

INSETOS PERIGOSOS

Os insetos são invertebrados segmentados que possuem esqueleto externo (exoesqueleto). Apresentam corpo dividido em três partes distintas (cabeça, tórax e abdome), três pares de pernas articuladas e um par de antenas. Podem ser alados ou não. Quando alados, apresentam um ou dois pares de asas. pertencem a Classe Insecta e estão presente em quase todos os ecossistemas do planeta. Estima-se que mais de um milhão de especies de insetos são conhecidas.
Podemos considerar a grande maioria dos insetos como uteis. muitos são polinizadores; outros são produtores (como as abelhas). alguns auxiliam na decomposição de matérias  outros servem de alimento para animais e para humanos. Em contraposição, algumas especies são prejudiciais ao homem, podendo causar danos materiais (pragas de lavoura) e danos à saúde  atuando como vetores de moléstias (dengue, doença de chagas, malaria etc).
Algumas especies de insetos produzem toxinas (venenos) que são utilizados como defesa contra seus predadores. acidentalmente essas toxinas podem entrar em contato com humanos, causando agravos à saúde  Entre as muitas ordens de insetos, quatro se destacam devido ao seus venenos.
Ordem Coleoptera (Besouros)
Ordem Hymenoptera (abelhas, vespas, marimbondos e formigas)
Ordem Hemiptera (percevejos)
Ordem Lepidoptera (taturanas)


Fonte: Animais Venenosos Instituto Butantan


sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Como as serpentes ouvem


As serpentes não possuem ouvidos externos, médio e nem tímpano, são praticamente surdas.
Não ouvem sons, mas sim, vibrações físicas de baixa freqüência como passos, quedas de objetos.
Para a serpente captar “sons” estes precisam atingir a mandíbula para que vibre e estimule um pequeno osso (chamado columela) que une a base da mandíbula à caixa craniana.
Se a columela vibrar a serpente percebe o som, contudo não sabe corretamente em que direção.
Obs: É surpreendente como estes animais, não possuindo patas, sendo míopes e praticamente surdas consigam orientar-se na escuridão e capturar seu alimento com extrema precisão.