terça-feira, 8 de setembro de 2015

Mundo pode ficar sem antídoto contra picada de cobra

8 de setembro 2015 as 10:58 am


Cerca de 5 milhões de pessoas são vítimas de picadas de cobra anualmente


Remédio contra picada de cobra
Remédio contra picada de cobra

A falta de um dos principais antídotos contra veneno de cobra colocou em alerta a comunidade internacional. Segundo a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF), o último lote do medicamento Fav-Afrique, que é capaz de neutralizar até dez diferentes tipos de veneno de cobras africanas, vence em junho de 2016.
Fundamental no tratamento contra picadas de cobra, sobretudo na África sub-saariana, o antídoto deixou de ser produzido em 2014 e sua falta pode colocar em risco a vida de milhares de pessoas. De acordo com o MSF, o medicamento é importante, porque nem sempre as vítimas sabem identificar que tipo de cobra as picou.

A fabricante do antídoto, Sanofi Pasteur— que parou a produção para se dedicar à produção de tratamento anti-rábico—, afirmou que irá compartilhar a receita com outras companhias. Especula-se que a empresa já iniciou uma negociação com outro fabricante para que produza o remédio, mas especula-se que a situação não seja resolvida antes do fim de 2016, o que indica que novos lotes do remédio ficariam prontos somente daqui dois anos.

“A maioria das pessoas picadas por cobras não sabem exatamente que espécie as picou, por isso ter um antídoto que atue sobre diferentes espécies é muito importante. Estamos preocupados com a falta do remédio, pessoas irão morrer desnecessariamente”, afirmou Polly Markandya, porta-voz do MSF.

Segundo a OMS, cerca de cinco milhões de pessoas são vítimas de picadas de cobra anualmente no mundo. Dessas, 100 mil morrem e 400 mil ficam incapacitadas ou desfiguradas. Na África sub-saariana, ao menos 30 mil pessoas morrem a cada ano vítimas de picada de cobra.

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Fonte: O Globo

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domingo, 6 de setembro de 2015

Mundo tem três trilhões de árvores e perde 10 bilhões por ano, diz estudo

Um estudo da Universidade de Yale, publicado pela revista científica Nature, calcula que o número de árvores no mundo passa de três trilhões. Isso significa que há 420 árvores para cada habitante do planeta.

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Image captionO estudo de Yale diz que há 420 árvores para cada habitante do planeta
Trata-se de um total que supera em oito vezes a medição anterior, de 400 bilhões de espécimes.

Coníferas

A nova contagem foi coordenada pela equipe de Thomas Crowther, usando desde análises topográficas a análises de fotos de satélite. Este cálculo mais "refinado" servirá de base para uma gama de pesquisas, estudos sobre biodiversidade a modelos de mudanças climáticas - isso porque árvores têm papel fundamental na remoção do dióxido de carbono da atmosfera.
"Não se trata de boas ou má notícias que chegamos a esse número. Estamos simplesmente descrevendo o estado do sistema global florestal em números que as pessoas entendam e que cientistas e responsáveis por políticas ambientais possam usar".
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Image captionPelo menos 40% das árvores do mundo estão em florestas tropicais e sub-tropicais
Apesar do uso de alta tecnologia, um ponto crucial do estudo de Yale foi o uso de medições locais. O time de Crowther coletou dados sobre densidade arbórea em mais de 400 mil áreas florestais ao redor do mundo. Isso ajudou a compensar as limitações das análises por satélite, cujas fotos são boas para mostrar as extensões de florestas, mas que não são muito úteis para revelar números individuais de espécimes.
Dos três trilhões de árvores do mundo, os cientistas estimam que 1,39 trilhão esteja em regiões tropicais, como a Amazônia, ou subtropicais. Cerca de 0,61 trilhão estariam em locais de clima temperado e 0,74 trilhão nas florestas boreais - os imensos grupos de coníferas que circulam o globo logo abaixo do Polo Norte.
E é justamente nessas regiões em que foram encontradas as maiores densidades florestais.

Efeito humano

Mas o que ficou evidente durante o estudo foi a dimensão da influência humana sobre o número de árvores no planeta. A equipe de Yale estima que, enquanto 15 bilhões de árvores são removidas por ano, apenas cinco bilhões são plantadas.
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Image captionOs pesquisadores calculam que pelo menos 15 bilhões de árvores são removidas anualmente no mundo
"Estamos falando de 0,3% de perda global anual", explica um dos coautores do estudo, Henry Glick.

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Brasileiros descobrem nova espécie de morcego e corrigem erro de mais de 100 anos


Lonchophylla
Morcego do gênero Lonchophylla recebeu classificação errada há mais de um século


De uma forma totalmente inesperada, cientistas brasileiros descobriram uma nova espécie de morcego e corrigiram um erro científico que se propagou por mais de um século. A nova espécie foi identificada quando os pesquisadores realizavam, em coleções de museus, estudos sobre o gênero Lonchophylla, morcegos que se alimentam de néctar. Batizado de Lonchophylla inexpectata – em alusão ao caráter inesperado da descoberta –, o "novo" morcego foi coletado pela primeira vez no início do século 20, mas acabou sendo registrado, na época, como pertencente à espécie Lonchophylla mordax.

O equívoco perdurou até a semana passada, quando Ricardo Moratelli, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Mata Atlântica e Daniela Dias, da Fiocruz, descreveram a nova espécie na revista científica ZooKeys.

Ao avaliar os espécimes reconhecidos no Brasil como representativos do gênero Lonchophylla, os cientistas perceberam que alguns deles tinham o pelo mais claro na região ventral. Eles concluíram que essa característica – até então considerada uma mera variação da coloração – era uma característica típica de uma nova espécie. Um exame mais minucioso do novo animal revelou que a morfologia de seu crânio e dos seus dentes não eram consistentes com as do L. Mordax.

"Desde 1908, os pesquisadores brasileiros acreditavam que essa espécie de ventre claro era o L. mordax. Era justamente esse ventre claro que nós usávamos para reconhecer a espécie em campo", disse Moratelli à reportagem. Durante o processo de revisão, no entanto, os cientistas perceberam que o morcego de ventre claro tinha características que não eram consistentes com a descrição do L. mordax.

Eles resolveram então fazer algo que nenhum outro pesquisador havia feito: estudar o material original que fundamentou a classificação, em 1905. "Era totalmente diferente. Tudo o que chamávamos de L. mordax até hoje, era na verdade outra espécie", declarou.

O resultado disso, segundo Moratelli, é que agora os cientistas conhecem razoavelmente bem a "nova" espécie, L. inexpectata, mas não sabem quase nada sobre o L. mordax, descoberto em 1905.

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sábado, 5 de setembro de 2015

O que você não deveria jogar no lixo

Muita gente não pensa duas vezes em jogar no lixo algo que parece não prestar. O problema é que o lixo não é um sumidouro, ele é a primeira parada de algo que foi descartado. Substancias tóxicas contidas no nosso lixo podem ser muito prejudicial à saúde e ao meio ambiente. Veja abaixo uma lista de 7 coisas que deveriam ser destinadas com cuidado.


Tinta

Tintas à base de óleo, revestimentos, corantes, vernizes, removedores de tinta são lixos extremamente perigosos porque contêm produtos químicos que podem ser prejudiciais a humanos, animais e ao meio ambiente. Eles nunca devem ser jogados no lixo ou em ralos. Latas que não foram usadas devem ser estocadas com cuidado ou devolvidas, ou você pode doar para escolas ou organizações.,

Óleo de motor

Não só o óleo de motor, mas também o óleo de cozinha podem entupir tubulações de esgoto e atrapalhar os processos de tratamento de água e esgoto das empresas de saneamento. Além disso, óleo de motor derramado no chão pode contaminar águas subterrâneas. “Um galão de óleo pode contaminar um milhão de galões de água pura”, explica a representante do site Earth911, Jennifer Berry. A maneira correta de se livrar do óleo é colocá-lo em uma garrafinha com tampa e levar para centros de reciclagem, postos de gasolina ou oficinas de carros.

Eletrônicos

Um problema que o mundo está tendo que lidar atualmente é o lixo eletrônico, mas não aquele spam que você recebe por e-mail, mas a quantidade de aparelhos de TV, DVD, computadores, celulares, câmeras, impressoras, videogames, iPods que são jogados por aí. Alguns países da Europa e os EUA produzem tanto e-lixo que precisam mandar para outros países. “Estes objetos contêm metais pesados como cádmio e chumbo que podem contaminar o meio ambiente”, disse Jennifer. É melhor encontrar alguém que esteja precisando destes aparelhos e fazer uma doação.

Pilhas e baterias

Diferentes tipos de baterias devem ser destinadas de diferentes maneiras, mas nenhuma delas deve ser jogada no lixo tradicional, nem nas lixeiras de reciclagem. Elas devem ser destinadas para reciclagem. Muitas lojas têm lixos especiais para pilhas. Elas contêm materiais tóxicos e corrosivos, por isso devem ser descartadas com cuidado. A bateria do carro também faz parte deste grupo.

Lâmpadas

Lâmpadas fluorescents contém minúsculas partes de mercúrio (cerca de 5 mg) que podem vazar caso ela se quebre. Por isso, elas devem ser descartadas em lugares que recolham lixo tóxico.

Detector de fumaça

Este aparelho não é muito comum no nosso dia-a-dia, geralmente os vemos em hospitais ou hotéis, mas eles também são tóxicos. Os dispositivos contêm uma quantidade pequena de radiação para detecção da fumaça. É extremamente importante que não sejam atirados em qualquer lixeira. Deve-se retirar suas pilhas (que também devem ser encaminhadas, como dito anteriormente) e, em seguida, devolvê-lo ao fabricante.

Termômetros

Os termômetros tradicionais contêm em média 500 mg de mercúrio e representa um risco à saúde em caso de quebra, principalmente para mulheres grávidas e crianças, porque prejudica o crescimento do sistema nervoso do bebê e dos pequenos. É preciso mandá-lo para o lixo tóxico.

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Por que as baleias encalhadas morrem?


foto net

Como todo mamífero, elas respiram fora da água. Mas não resistem à pressão e ao calor da superfície
Vanessa Vieira
Há 38 milhões de anos, quando os mamíferos ancestrais das baleias trocaram a superfície pelos oceanos, foi para nunca mais voltar. Tanto que uma baleia encalhada se sente um peixe fora d’água. Ela respira ar, claro; mas desidrata, superaquece, sufoca e não suporta o próprio peso. 


Não à toa, o protocolo nesses casos é a eutanásia. "Se ficar constatado que os danos são irreversíveis, o recomendado é sacrificar o animal. É um processo extremamente doloroso, um sofrimento enorme para o bicho", diz o biólogo Salvatore Siciliano, da Escola Nacional de Saúde Pública. 

Nos EUA, desde 2003, dados do governo mostram um número crescente de encalhes fatais. Alguns cientistas dizem que há um aumento de notificações. Já a maioria pessimista acredita que o crescimento do problema é causado por atividades humanas. Baleias se ferem em redes de pesca, sofrem com doenças provocadas pela poluição dos oceanos e são afetadas por exercícios militares com o uso de sonar. Também é possível que mudanças climáticas estejam diminuindo a oferta de krill, base da alimentação das baleias - mais mal alimentadas, elas se tornam mais encalháveis. 

Morrer na praia 
Entenda a agonia de uma baleia encalhada 

Forno
Com a pele geralmente escura e uma camada interna de gordura de até 40 centímetros, expostas ao sol, as baleias iniciam um processo de superaquecimento. 

Seca
O excesso de calor faz com que as células comecem a perder líquido, iniciando uma longa e debilitante desidratação.

Pressão
Na água, as dezenas de toneladas de uma baleia não são problema. Na terra, a gravidade faz com o que o mamífero marinho são suporte o próprio peso. 

Sufoco
A baleia começa a sufocar. Sim, ela respira ar como nós, mas seu peso na superfície acaba comprimindo os pulmões. A cada hora, o intervalo de respiração do animal fica mais longo.

Fim
A baleia inspira, mas o oxigênio não chega aos órgãos, que vão entrando em falência. Logo o organismo para de funcionar. Geralmente, só um guincho é capaz de transportar o cadáver.

Fontes

Centro de Biologia Marinha da USP, Instituto Baleia Jubarte, Projeto Baleia Franca, Fundação Oswaldo Cruz. 

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Espécies raras são maiores vítimas do desmatamento na Amazônia

 01/09/2015


A floresta amazônica abriga tantas espécies em sua fauna que a ciência ainda não conseguiu descrever e catalogar todas elas. Com o avanço do desmatamento pode ocorrer uma pasteurização dessa diversidade, com os animais mais raros perdendo seus habitats para os animais comuns. Essa simplificação da vida na floresta é chamada de “homogeneização biótica”, e um estudo, publicado no mês de agosto na revista científica Ecology Letters procurou avaliar se esse fenômeno está acontecendo nas áreas desmatadas e de degradação florestal na Amazônia.
Essa simplificação acontece porque as espécies têm estratégias diferentes de sobrevivência. Algumas são especialistas e só sobrevivem em locais muito específicos, com uma dieta restrita. Outras são generalistas, apresentam hábitos alimentares mais variados e se espalham por muitas áreas. As duas estratégias funcionam bem, até a ação humana começar a alterar os ecossistemas. O desmatamento de uma área compromete a sobrevivência dos especialistas e abre espaço para os generalistas. Por isso, a paisagem começa a ficar homogênea: apenas um tipo de espécie sobrevive.
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Cabeça-de-prata, espécie de pássaro que só pode ser encontrado na Amazônia (Foto: Alex Lees)
O estudo intitulado How pervasive is biotic homogenization in human-modified tropical forest landscape tentou avaliar se essa homogeneização está de fato acontecendo na Amazônia. Por isso, os pesquisadores coletaram amostras e contaram espécies de pássaros, besouros, plantas, abelhas e formigas em 335 locais da Amazônia. Essas áreas foram divididas de acordo com o estado de conservação: desde florestas primárias, que não sofreram nenhum tipo de degradação, até áreas completamente desmatadas, passando por todos os estágios entre eles.
Sem grandes surpresas, o estudo identificou que áreas de florestas que foram totalmente substituídas pelo pasto ou agricultura sofreram com essa simplificação da biodiversidade. Caiu o número de animais e plantas nessas áreas, e não há diversidade entre as espécies de uma área desmatada para outra – são praticamente os mesmos tipos de abelhas, formigas e pássaros que aparecem em áreas desmatadas diferentes.
Segundo o pesquisador da Universidade Federal de Viçosa, Ricardo Solar, autor principal do estudo, esses resultados têm implicações importantes nas políticas brasileiras para a proteção da floresta. Uma delas é que vale a pena preservar mesmo áreas em alto estágio de degradação. “O ideal é evitar o degradação, porque ela diminui o número de espécies. Mas uma vez que a área já foi degradada, ainda assim é importante manter essa área para conservação”, explicou.
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sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Nova espécie de lagarto de 80 milhões de anos é descoberta no Brasil

Fóssil foi encontrado na cidade de Cruzeiro do Oeste, no Paraná.Trabalho foi parceria entre Univ. do Contestado, UFRJ e Univ. de Alberta.



Os responsáveis são cientistas da Universidade do Contestado, do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade de Alberta, no Canadá.
Ilustração da espécie recém-descoberta de lagarto Gueragama sulamericana  (Foto: Julius Csotonyi/Divulgação)
Ilustração da espécie recém-descoberta de lagarto Gueragama sulamericana (Foto: Julius Csotonyi/Divulgação)
Trata-se da primeira espécie de lagarto acrodonte -  que tem os dentes presos diretamente no maxilar superior - descoberta na América do Sul. O grupo de lagartos iguania, que tem mais de 1700 espécies conhecidas, é dividido de maneira que os acrodontes dominam o Velho Mundo e os não-acrodontes dominam o Novo Mundo. Por isso a descoberta do Gueragama sulamericana em terras brasileiras provocou surpresa.
Isso sugere, segundo os cientistas, que o grupo atingiu uma distribuição global quando ainda havia o continente Pangeia.
"Trata-se de um elo perdido quanto à paleobiogeografia e possivelmente quanto às origens do grupo, então é uma evidência boa que sugere que no Cretáceo inferior, a parte do sul da Pangeia ainda era um tipo de um bloco continental único", diz Michael Caldwell, professor da Universidade de Alberta.
Fósseis que levaram à descoberta de espécie Gueragama sulamericana foram encontrados em Cruzeiro do Oeste  (Foto: Tiago Simoes e Adriano Kury/Divulgação)Fóssil que levou à descoberta de espécie Gueragama sulamericana foi encontrado em Cruzeiro do Oeste (Foto: Tiago Simoes e Adriano Kury/Divulgação)
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