quinta-feira, 9 de julho de 2015

A teia e a seda da aranha

As diversas glândulas (existem 7 tipos, que nunca ocorrem na mesma aranha) localizadas no abdômen da aranha produzem diversos tipos de fio de seda, cada qual com finalidade diferente: fios para encapsulamento da presa (glândulas aciniformes); fios para formar a "moldura", raios e espirais da teia (glândulas ampoladas); fios para formar os casulos (glândulas tubuliformes), etc.

O diâmetro médio de um fio de seda em uma teia de aranha esférica é de cerca de 0,15µm. Graças à reflexão da luz do sol no fio somos capazes de ver a teia, pois o olho humano, a uma distância de 10 cm, só consegue detectar objetos com um diâmetro de 25 µm. Uma das características extraordinárias da seda da aranha é sua resistência. Um fio de seda de aranha com uma espessura mínima seria capaz de parar um besouro voando com velocidade plena. Se o fio tivesse a espessura de um lápis seria capaz de fazer parar um Boeing 747 em pleno voo. Não apenas estes fios são fortes, como também são elásticos. Um fio comum de seda de aranha é capaz de estender-se por até 70 km sem se quebrar sob seu próprio peso! E pode ser esticado até 30 ou 40% de seu comprimento, sem quebrar-se, enquanto o nylon suporta apenas 20% de estiramento.

A seda da aranha é constituída principalmente de uma proteína que tem massa molecular de 30.000, enquanto dentro da glândula. Fora da glândula, ela se polimeriza para dar origem à fibroína, que tem massa molecular em torno de 300.000.

Muitas aranhas tecedeiras reciclam suas teias. A teia tem que ser renovada freqüentemente e como ela consome bastante recursos de nitrogênio da aranha, esta se realimenta da seda. 

Os fios da seda de aranha já foram usados antigamente nos retículos de lunetas astronômicas, micrômetros e outros instrumentos óticos. Algumas tribos da América do Sul empregam as teias de aranha como hemostático em feridas. Pescadores da polinésia usam o fio da aranha Nephila, que é exímia tecedeira, como linha de pescar. Em Madagáscar, nativos capturavam as aranhas Nephila,  e obtinham rolos de fios, que usavam para fabricar tecidos de cor amarelo-dourada.Também já se tentou produzir tecido a partir de fios obtidos de casulos, porém nenhuma destas atividades é prática ou econômica.

Se você já teve a oportunidade de observar uma aranha em plena atividade de construção da teia, certamente percebeu que existe uma sabedoria intríseca em sua técnica: na maneira como ela estende primeiro os grandes eixos de sustentação da teia e, a partir daí, vai unindo esses fios de suporte e preenchendo os espaços vazios com fios radiais, rapidamente, dando origem a uma estrutura de impressionante geometria, além de grande resistência.




Uma boa pergunta seria: como a aranha consegue fazer a fixação inicial do fio, que ela produz de seu próprio corpo, entre duas superfícies às vezes sem contato -- entre dois galhos de uma árvore, por exemplo? A aranha não voa...Tendo fixado primeiramente o fio em um galho, o que ela faz para fixar a outra extremidade em outro galho? Sai andando pela árvore, carregando atrás de si o fio, sobe até o outro galho e de lá puxa o fio e o fixa no galho? Não, ela age de forma mais simples, usando o vento e um pouco de sorte.

A aranha produz os fios em quantidade e espessura adequadas, sendo que cada glândula produz fio de qualidade diferente. Existem fios adesivos e fios secos, não adesivos. Um finíssimo fio adesivo é liberado pelas fiandeiras e, enquanto a aranha vai tornando este fio cada vez maior, o vento o carrega até encontrar um ponto onde o fio fica aderido. Então, a aranha caminha com cuidado sobre este fio-guia, reforçando-o com um segundo fio. O processo é repetido até que o fio esteja suficientemente forte. Depois disso, a aranha lança um outro fio, formando uma espécie de Y, abaixo do fio inicial. Esses são os três primeiros fios que formam o eixo da teia. Ao se observar uma teia de aranha, distinguem-se a moldura, os raios e a espiral. Existem muitas variações na construção da teia, conforme a espécie da aranha. Algumas aranhas, constroem no centro da teia outra pequena espiral, ou uma rede de malhas, que funciona como "refúgio". A espiral de "captura" é especialmente construída para as presas e é feita com fios viscosos, adicionados paralelamente um ao outro. A espiral de captura deixa às vezes dois raios livres, de onde parte um fio especial, chamado "fio telefônico", que conduz ao refúgio da aranha, quando este é construído fora da teia. A aranha pode captar as vibrações deste fio, para informar-se sobre o tamanho e o tipo de presa que caiu na armadilha.   

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Como a serpente injeta seu veneno?





BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS
Barra Velha e São João do Itaperiú SC






Caros amigos leitores, nesta manha quando fui buscar pães para tomar café, uma criança me paro e perguntou, como as serpentes injetam o veneno, parei e expliquei a ela com muita paciência, não contente revolvi escrever esta matéria de uma maneira simples para que todos possam entender.
As serpentessão animais que causam pânico em algumas pessoas. Algumas serpentes apresentam glândulas produtoras de veneno localizadas na região da cabeça.
Esse veneno, possui substâncias que podem causar dor e até a morte de uma pessoa. Mas quando a pessoa acidentada por uma serpente for tratada imediatamente com o soro especifico em quantidade suficiente o envenenamento sera neutralizado.
O dente da serpente é o responsável pela inoculação do veneno. De acordo com a dentição, podemos classificá-las basicamente em: áglifas, opistóglifas, proteróglifas ou solenóglifas.
 Serpentes Áglifas (Aglifodontes)

São serpentes com muitos dentes fixos, pequenos e maciços.

Estes dentes são todos iguais nos dois maxilares e até no palato (céu da boca), estão inclinados para dentro, de modo que a vitima fique presa e não possa escapar.

Esse tipo de dentição encontra-se provida de qualquer espécie de estrias, de forma que o veneno, dissolvido na saliva, é na verdade um fermento digestivo que chega a, presa através das feridas causada pela serpente.

Obs: ¨A¨  =  negação; ¨glifo¨  =  sulco; ¨donte¨  =  dente.


Serpentes Opistóglifas (Opistoglifodontes)

São serpentes que além de muitos dentes fixos, pequenos e maciços, observa-se ao fundo da boca um par ou mais pares de dentes mais longos, com sulcos, por onde a saliva pode escorrer e penetrar na presa quando ela morde.
Serpentes com este tipo de dentição não podem inocular seu veneno em animais grandes e nem causar acidentes consideráveis ao homem, pois, não cabem em sua boca e, embora mordidos não são atingidos pelos dentes diferenciados, em virtude de sua localização, (região posterior da boca).

Obs: ¨Opisto¨ = posterior; ¨glifo¨ = sulco; ¨donte¨ = dente.


Serpentes Proteróglifas (Proteroglifodontes)

São serpentes que possui um par de dentes que injeta o veneno (colmilhos), é dianteiro, fixo, pequeno e semicanalizado e pouco se destaca dos demais dentes maciços e menores.
A especialização destas serpentes na inoculação é tal que, muitas vezes, não só os dentes inoculadores têm estrias como ainda os menores, situados imediatamente atrás, e até os da mandíbula.

Obs: ¨Protero¨ = anterior; ¨glifo¨ = sulco; ¨donte¨ = dente.


Serpentes Solenóglifas (Solenoglifodontes)

São serpentes que possuem dentes fixos menores e em pequeno número, destacando-se os que injetam o veneno (colmilhos), que são longos, dianteiros completamente canalizados, (semelhante a uma agulha de injeção) curvados para trás quando o ofídio esta com a boca fechada e capaz de mover-se para frente no momento em que ela desfere o bote.
Este tipo de dente é grande e, como o seu comprimento não permitiria o réptil fechar a boca, ficam encostados no palato, (céu da boca) assumindo apenas uma posição ereta ao atuarem conjuntamente com uma serie de ossos do crânio quando a boca se abre.
Quando os dentes estão dobrados dentro da boca, formam um canal perfeitamente fechado. Ao morder uma vitima a glândula venenifera é oprimida pelos músculos temporais e o veneno é inoculado a pressão através dos dentes diferenciados.

Obs: ¨Soleno¨ = móvel; ¨glifo¨ = sulco; ¨donte¨ = dente.



José Roberto Cruz
Chefe - Núcleo de Proteção Ambiental NPA

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Veneno de cascavel pode ser usado no tratamento do estrabismo

Pesquisadores da Fundação Ezequiel Dias (Funed) estão desenvolvendo um medicamento à base de veneno de cascavel que poderá ser usado para o tratamento do estrabismo. O projeto de pesquisa é apoiado pelo Programa de Incentivo à Inovação, promovido pelo Sebrae Minas e pela e pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado de Minas Gerais (SECTES). A previsão é que o novo medicamento poderá ser uma opção alternativa eficiente, segura e com menor custo para atender o Sistema Único de Saúde (SUS).
O movimento dos olhos é controlado por músculos que precisam agir em perfeito equilíbrio e sincronia para que os olhos permaneçam alinhados. Entretanto, alguns fatores podem comprometer esse funcionamento e provocar o estrabismo, um distúrbio que afeta o paralelismo entre os dois olhos. Quando não tratado, o problema pode se agravar, levando à ambliopia, que é a diminuição da visão em um ou em ambos os olhos. A perda da visão ocorre porque o indivíduo acaba desenvolvendo preferência por um dos olhos.
Um dos tratamentos para o problema são aplicações periódicas de toxina botulínica, mais conhecida como Botox. Ela causa uma paralisia transitória do músculo e, com isso, um relaxamento muscular parcial. Esse efeito é muito importante no tratamento do estrabismo porque ajuda a restaurar o equilíbrio nos músculos que controlam o movimento dos olhos.
O projeto de pesquisa da Funed traz uma alternativa para o uso da toxina botulínica, a crotoxina, principal toxina do veneno da cascavel sul-americana, que age como bloqueador neuromuscular, efeito semelhante ao Botox. Além disso, apresenta uma série de vantagens, entre elas, os efeitos parecem ser mais duradouros, tornando as aplicações menos frequentes e contribuindo para a redução do número de aplicações ao longo do tratamento. “Isso representar uma importante economia para o SUS”, destaca a pesquisadora Ana Elisa Reis Ferreira.
O projeto de pesquisa já resultou em uma formulação, a crotoxina liofilizada, que foi utilizada em testes preliminares em coelhos. “Os ensaios com os animais apresentaram resultados bastante promissores. Os testes de estabilidade estão em andamento para, então, iniciar os testes não-clínico”, conta Ana Elisa.
Veneno de cascavel pode ser usado no tratamento do estrabismo
Veneno de cascavel pode ser usado no tratamento do estrabismo
A pesquisadora estima que o medicamento injetável para o tratamento do estrabismo, que depende de registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), estará disponível para comercialização em cinco anos.
Os pesquisadores da Funed também descobriram que crotoxina poderá ainda ser utilizada em outros tratamentos. Um deles é para as distonias musculares, distúrbio caracterizado por espasmos musculares involuntários que produzem movimentos e posturas anormais. O problema pode provocar movimentos lentos, incontroláveis e abruptos da cabeça, membros, tronco ou pescoço. Além disso, a crotoxina poderá ser uma alternativa para os tratamentos estéticos, nos quais a toxina botulínica é utilizada.
O novo tratamento para o estrabismo é um dos 17 projetos de pesquisa da Funed apoiados pelo PII. Em nove anos, o PII já foi realizado em universidades, faculdades e centros tecnológicos de Lavras, Itajubá, Juiz de Fora, Viçosa, Uberlândia e Belo Horizonte. Ao todo, foram 15 programas no estado, com 280 projetos de pesquisa selecionados e publicados.
Em 2013, o PII chegou à Funed, instituição centenária do estado, referência em pesquisa, dedicada à promoção da saúde pública. A realização desse programa na Funed estimula a pesquisa no setor de saúde, humana e animal, e projeta soluções para o mercado, viabilizando o desenvolvimento de protótipos e planos de negócios.
“São ideias inovadoras em medicamentos, vacinas e tecnologias que ampliam as soluções para tratamento de doenças, controle de epidemias e melhoria da qualidade de vida da população”, afirma a analista da Unidade de Inovação e Tecnologia do Sebrae Minas, Andrea Furtado.

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terça-feira, 7 de julho de 2015

Pesquisador brasileiro descobre nova espécie de crustáceo na Bahia

6 de julho de 2015

Uma nova espécie de crustáceo, apelidada como “tatuzinho cavernícola”, foi descoberta na Bahia e relatada recentemente na revista científica PLOS One. O animal, encontrado pelo professor Rodrigo Lopes Ferreira, do Departamento de Biologia da Universidade Federal de Lavras (UFLA-DBI), tem como característica peculiar construir abrigos para si.

Iuiuniscus iuiunensis
(Foto/Reprodução: Ascom/UFLA)

Nomeado cientificamente como ‘Iuiuniscus iuiunensis‘, o crustáceo mede pouco mais de um centímetro quando adulto e pertence a uma subfamília e gênero novos. Segundo informações da assessoria de comunicação da UFLA, a descrição morfológica do animal foi feita com o apoio dos pesquisadores Leila Souza, da Universidade Estadual do Ceará (UECE) e André Senna, da Universidade Federal da Bahia (UFBA).
Membro da ordem Isopoda, o “tatuzinho” foi encontrado pela primeira vez em 2007, em uma caverna localizada em Iuiu, sudoeste da Bahia, contudo, a descrição da espécie só começou há cerca de dois anos. “Já temos outros animais encontrados lá sendo descritos. Não começamos o trabalho de descrição assim que descobrimos, esse intervalo de tempo é comum”, explicou Ferreira.

Iuiuniscus iuiunensis
Nova espécie em sua troca do exoesqueleto, dentro de abrigo construído. (Foto/Reprodução: Ascom/UFLA)

Ainda segundo Ferreira, o que chamou a atenção na espécie foi a característica incomum de construir abrigos, o que era considerado um comportamento único em animais da subordem Oniscidea, a qual pertencem apenas os isópodes terrestres. A nova espécie, porém, é encontrada tanto em solo quanto em lagoas dentro de cavernas.
A conclusão inicial dos pesquisadores envolvidos na descoberta é que o animal constrói abrigos para se proteger contra predadores durante a troca do exoesqueleto.
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Análise do veneno de aranhas revela sete compostos promissores, com potencial para aliviar a dor crônica

Carlos Rogério Tonussi


Análise do veneno de aranhas revela sete compostos promissores, com potencial para aliviar a dor crônica  Jefferson Botega/Agencia RBS
Neste trabalho, os cientistas analisaram venenos de 206 espécies de aranhasFoto: Jefferson Botega / Agencia RBS

A dor que não pode ser controlada pode arruinar a vida das pessoas. Uma em cada cinco pessoas no mundo atualmente sofrem de dor crônica, e os analgésicos existentes muitas vezes não conseguem prestar socorro.

Só nos EUA o custo de pacientes com dor crônica é estimado em cerca de 600 bilhões de dólares por ano, o que é mais do que se gasta com o tratamento do câncer, diabetes e derrame juntos! Por isso o estudo da dor é tão importante. 

Uma nova pesquisa mostra que sete compostos entre milhares encontrados em venenos de aranhas são capazes de bloquear um passo fundamental para passagem de sinais de dor até o cérebro, de acordo com um artigo publicado este mês no British Journal of Pharmacology.


As pessoas sentem dor quando os nervos de uma região afetada enviam sinais para o cérebro. Todos os nervos precisam de sódio para conduzir os impulsos elétricos. Sim, aquele sal que colocamos na comida é importante para a comunicação do sistema nervoso! 

O sódio precisa entrar e sair dos nervos enquanto percorre toda a extensão dele. Nos diferentes nervos existem combinações de 9 tipos de portões de sódio, Nav1.1 até Nav1.9. Ao longo dos nervos que transmitem a dor existem mais portões do tipo Nav1.7. Por isso, um composto que bloqueie apenas os portões Nav1.7 é de particular interesse para nós, pois seria possível interromper apenas a transmissão da dor, sem afetar outras sensações ou funções motoras do corpo!


Parte das pesquisas de novos medicamentos tem se concentrado nas 45 mil espécies de aranhas que existem no mundo. Muitos destes animais tem venenos com a capacidade de bloquear a atividade dos nervos. Até agora não havia um bom método para avaliar essa grande quantidade de venenos em pouco tempo. 

Neste trabalho, os cientistas analisaram venenos de 206 espécies de aranhas, revelando que 40% desses venenos continham pelo menos um composto que bloqueava os portões Nav1.7 humanos. Separando os 7 compostos mais promissores, um deles, que também era o mais potente, tem uma estrutura química que sugere que ele resistiria intacto ao longo caminho a percorrer até atingir seus alvos no organismo. O que é essencial para um novo medicamento que se pretende administrar em pessoas. Essas propriedades o tornam particularmente interessante como um possível novo analgésico para a dor crônica.


fonte
http://horadesantacatarina.clicrbs.com.br/sc/geral/noticia/2015/04/analise-do-veneno-de-aranhas-revela-sete-compostos-promissores-com-potencial-para-aliviar-a-dor-cronica-4735672.html

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Conheça a Serpente Caiçaca (Bothrops moojeni)


Caiçaca ((i)Bothrops moojeni(/i)), outra espécie temida por suas mordidas. (Foto: Vincent Kurt Lo / Wikimedia Commons)
Caiçaca (Bothrops moojeni)

Serpente de hábito terrícola. É uma das serpentes mais agressivas do grupo da Jararaca. A distância do bote das serpentes corresponde a aproximadamente 1/3 do seu comprimento, a Caiçaca desfere seu bote mais para o sentido vertical, podendo atingir desta forma partes mais altas do corpo de uma pessoa. Seu veneno possui ação hemolítica e proteolítica, ou seja, destrói as fibras musculares e os tecidos. 
Costuma ter a cor mais clara que outras jararacas. O desenho do dorso pode formar triângulos ou arcos escuros azuis, margeados de branco, com o vértice atingindo o fio das costas. Apresenta grande variação da tonalidade numa mesma ninhada (polimorfismo). 

Com hábitos noturnos e terrestres, esconde-se em tocas e troncos ocos. Os filhotes têm uma dieta ampla e para capturar diferentes presas dispõem de uma armadilha eficiente: abanam a ponta da cauda que, como se fosse uma isca, acaba atraindo anfíbios e lagartos que rapidamente são mortos.
Predadores: muçurana (Clelia sp.), gambás, gaviões, cachorro-do-mato e lobo-guará.
Longevidade: média de 15 anos.

Nome popular: Caiçaca
Outras denominações: Jararacão, Caissaca, Caiçara ou Jacuruçu
Espécie: Bothrops moojeni 
Gênero: Bothrops
Filo: Chordata
Classe: Reptilia
Ordem: Squamata
Subordem: Ophidia (serpentes)
Família: Viperidae
Dentição: Solenóglifa
Hábitos Alimentares: Pequenos lagartos, anfíbios e roedores
Reprodução: Vivípara, nascendo de 16 à 20 filhotes no início da estação chuvosa.
Tamanho: 1,50 metros
Hábitat: Cerrados
Atividade: Noturna
Distribuição Geográfica: Ocorre no nordeste de São Paulo, sul do Rio de Janeiro e extremo sul de Minas Gerais.

fonte 
Guia Ilustrado de Animais do Cerrado de Minas Gerais. 2.° edição. CEMIG. Editare Editora.2003.
conhecimento adquirido

José Roberto Cruz
Chefe - Núcleo de Proteção Ambiental NPA

conheça a Jararaca Pintada (Bothrops neuwiedi)

Jararaca Pintada (Bothrops neuwiedi)



Bothrops neuwiedi, popularmente conhecida como jararaca-cruzeira, jararaca-pintada, boca-de-sapo, bocuda, jararaca-do-rabo-branco, jararaquinha, rabo-de-osso, tirapéia e urutu, é uma espécie de serpente da família Viperidae. 

Endêmica do Brasil, pode ser encontrada na Bahia, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

É uma serpente de até 1,15 m. Possui coloração variável entre cinza, marrom ou pardo de acordo com a subespécie, com manchas triangulares escuras, margeadas de claro, e indivíduos jovens com a ponta da cauda branca.

Seu veneno tem ação proteolítica. Todas as serpentes do grupo Bothrops, quando injetam o veneno, produzem sintomas semelhantes: no local da picada, sempre há dor, com aumento progressivo; a região afetada começa a inchar gradativamente e surgem manchas róseas (avermelhadas) ou cianóticas (azuladas ou arroxeadas); a seguir, surgem bolhas, que podem conter sangue no interior. Quando as reações locais se tornam mais intensas, aparece febre e podem ocorrer infecções secundárias. Nas ocorrências graves, é possível surgir vômitos, sudorese e desmaio. Nos casos benignos, o sangue coagula; já nos casos graves, torna-se incoagulável de 30 a 60 minutos depois da picada. Em situações mais severas, há perigo da queda da pressão sanguínea, com possibilidade de colapso periférico.

São raras na área do reservatório. 

São animais de campo, mas também podem ser encontradas nas matas. Alimentam-se principalmente de roedores. São vivíparas. 

Desferem botes, estando entre as mais agressivas do grupo das jararacas. 

Seus filhotes possuem a ponta da cauda branca, que usam como isca para capturar seu alimento, principalmente rãs e lagartos.

José Roberto Cruz
Chefe - Núcleo de Proteção Ambiental NPA