quinta-feira, 8 de maio de 2014

Muçurana (clelia clelia), a Cobra Amiga


Amigos leitores hoje venho apresentar um animal magnifico que não estou encontrando mais com facilidade na natureza.
Espero que esta matéria possa ajudar o reconhecimento deste belíssimo animal. 


(Clelia clelia) comendo
Nome popular: Muçurana, Cobra preta, Limpa mato, papa cobra 
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Reptilia
Ordem: 
Squamata
Família: Colubridae
Género: Clelia
Espécie: C. clelia
Nome científico: Clelia clelia
Outros nomes: Zopilota, Mussurana 










Descrição 

A Mussurana ou muçurana são na verdade seis espécies de serpentes pertencentes ao gênero Clelia. Eles são distribuídos a partir de Guatemala até o Brasil .

Eles se especializam em atacar e comer outras cobras como as cascáveis e jararacas . Eles têm outros nomes populares em vários países, tais como zopilota na América Central e em algumas tribo das ilhas de Caribe. 

As Muçurana tem um comprimento de 1,5 a 1,6 m, mas pode crescer até 2,4 m. Quando jovem, sua coloração dorsal é rosa-claro, que se torna azul-chumbo, quando se é adulto. A cor é amarela ventral esbranquiçada. 

Tem 10-15 dentes fortes na parte de trás da boca ( opistóglifos dentes) que utiliza para agarrar a cabeça da serpente atacada e empurrá-lo em sua garganta. Então enrola seu corpo ao redor da vítima, matando-o por constrição (este é o motivo desta espécie é chamado de pseudoboa). Ingestão de todo o corpo segue. 

O corpo longo de serpente ingerida é comprimida como uma onda, a fim de encaixar o sistema gastrointestinal da Muçurana. Embora as presas da Muçurana contêm veneno, essas cobras não representam perigo para os seres humanos. Mesmo quando manuseadas, geralmente não mordem. Muito poucos acidentes por animais peçonhentos têm sido relatados e não foram fatais. 

Alimentação 
O Muçurana é imune ao veneno das serpentes se alimenta, em especial serpentes do gênero Bothrops . Não é imune ao veneno da cobra coral , no entanto. Na ausência de outras serpentes, o Muçurana também pode alimentar em pequenos mamíferos. 

Habitat e distribuição Geográfica 
Sua preferência de habitat , é uma vegetação densa, ao nível do solo e com hábito diurno. Em algumas regiões, os agricultores mantêm muçuranas como animais de estimação , a fim de diminuir o indice de acidentes com cobras peçonhentas, que reivindicam anualmente um grande número de mortes de animais domésticos, como bovinos.




Na década de 1930 um plano brasileiro para produzir e liberar grande quantidade de muçuranas para o controle de jararacas foi tentado, mas não funcionou. 

O Instituto Butantan , em São Paulo , especializada na produção de ANTIVENENOS , erigiu uma estátua de Clelia clelia como seu símbolo e uma homenagem a sua utilidade na luta contra picadas de cobra venenosa. Muçurana de imunidade para o veneno botrópico foi estudada pelo cientista brasileiro Vital Brasil em 1920. 




Muçuranas estão cada vez mais rara, devido ao desaparecimento das suas presas e desapareceram em muitos habitats.




(Clelia clelia) filhote





(Clelia clelia) jovem















(Clelia clelia) adulta




























Bombeiros Voluntários
Barra Velha e São João do Itaperiú
Santa Catarina







31.03.2014-Instrutor Roberto voluntario bombeiro
Chefe do Nucleo de Proteção Ambiental (N P A)




quarta-feira, 7 de maio de 2014

Países Assinam Declaração Contra oTtráfico de Animais Ameaçados

46 governos se comprometeram a lutar contra caça e comércio ilegal.


Mais de 40 países adotaram no dia 13 de fevereiro de 2014, durante conferência em uma declaração internacional contra o tráfico de marfim, chifres de rinocerontes e o comércio em geral de espécies ameaçadas.
Os governos de 46 países signatários se comprometeram a não usar produtos de espécies em risco, agravar a tipificação dos delitos de caça ilegal e tráfico de espécies e estudar melhor este tipo de crime que movimenta ao ano US$ 19 bilhões, segundo os organizadores.
saiba mais
fonte:http://g1.globo.com/natureza/noticia/2014/02/paises-assinam-declaracao-contra-o-trafico-de-animais-ameacados.html

terça-feira, 6 de maio de 2014

Campanha Mata Atlântica e sua Biodiversidade nas Escolas de Barra Velha SC

Escola Isolada  Municipal Perfeito Aguiar

Nucleo de Proteção Ambiental dos Bombeiros Voluntários de Barra Velha e São João João do Itaperiú esteve  na Escola Isolada Municipal Perfeito Aguiar no Bairro Escalvado em Barra Velha SC, dando continuidade a Campanha Mata Atlântica e sua Biodiversidade.

Foram ministradas palestras no período matutino  para  1º, 2º, 3º, 4º e 5º ano, totalizando 10 alunos.










]








José Roberto Cruz
Chefe do Nucleo de Proteção Ambiental

Campanha Mata Atlântica e sua Biodiversidade nas Escolas de Barra Velha SC








No dia 05 de maio de 2014 o Nucleo de Proteção Ambiental dos Bombeiros Voluntários de Barra Velha e São João João do Itaperiú esteve  na Escola Reunida Municipal Professor João Manoel da Silva no Bairro Medeiros em Barra Velha SC, dando continuidade a Campanha Mata Atlântica e sua Biodiversidade.

Foram ministradas palestras no período matutino e vespertino para  1º, 2º, 3º, 4º e 5º ano, totalizando 114 alunos.





























José Roberto Cruz
Chefe do Nucleo de Proteção Ambiental

sexta-feira, 2 de maio de 2014

TRÁFICO DE ANIMAIS





Bombeiros Voluntários
Barra Velha e São João do Itaperiú




Um dos mais lucrativos comércios ilegais do mundo é o tráfico de animais, que movimenta aproximadamente 20 bilhões de dólares por ano, sendo a terceira atividade clandestina que mais gera dinheiro, ficando atrás do tráfico de drogas e armas. 


O tráfico de animais é configurado pela retirada de animais de seus habitats naturais e destinados à comercialização. Os destinos desses animais são zoológicos, colecionadores, laboratórios para fabricação de medicamentos, ou mortos, como a onça-pintada e jacarés, para terem suas peles ou outras partes do corpo retiradas e vendidas.

Em razão da imensa biodiversidade brasileira, o país é um dos principais alvos do tráfico de animais, contribui com 10% dos bilhões de dólares arrecadados com a atividade. Além da grande variedade de espécies (peixes, aves, insetos, mamíferos, répteis, anfíbios, entre outros), outro fator que contribui para essa prática no país é a falta de fiscalização e de punições severas. Traficantes são presos em flagrante várias vezes com diversos animais, no entanto, pagam fiança e respondem processo em liberdade. 


Conforme a ONG (Organização Não Governamental) Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres, no Brasil, cerca de 38 milhões de animais são retirados de seus habitats naturais anualmente, sendo aproximadamente 12 milhões de espécimes distintas. 



Conforme dados do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA),
aproximadamente 90% dos animais silvestres morrem logo depois de retirados de seu habitat natural. Os animais que apresentam comportamento amigável são os preferidos no momento da compra. Micos, papagaios, araras e peixes ornamentais são os mais vendidos. Os valores variam, quanto mais raro for o animal maior o seu preço de venda no mercado. 


De acordo com agentes fiscalizadores, os animais no Brasil são retirados principalmente dos Estados da Bahia, Piauí, Pernambuco, Maranhão, Paraíba e Ceará. Os principais centros consumidores são os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Aproximadamente 90% dos animais capturados no Brasil são comercializados no próprio território nacional.


Os animais, depois de capturados, são submetidos a várias práticas agressivas durante o transporte para os centros consumidores, o papagaio é sedado e escondido em tubos de PVC no fundo de uma mala, as cobras são presas em meias de nylon, vários animais são covardemente dopados. 


O tráfico de animais contribui bastante para o desequilíbrio ecológico, havendo uma mudança drástica na cadeia alimentar, além de reduzir de forma considerável a biodiversidade de um determinado ambiente. Mas o que é pior, muitos animais não sobrevivem durante o transporte, outros não se adaptam à “prisão” que o homem lhes impõe, causando a morte da maioria desses animais. 



Mas os problemas dessa prática atingem também os seres humanos, pois micro-organismos presentes nos animais silvestres podem causar o surgimento de doenças e sua disseminação entre a população. 
Portanto, o tráfico de animais é um ato ganancioso, com consequências drásticas para os animais silvestres e os animais ditos “racionais” que participam desse crime à vida.


Por Wagner de Cerqueira e Francisco
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola



fonte: http://www.brasilescola.com/geografia/trafico-animais.htm



Animais Ameaçados de Extinção SC

Lista de animais ameaçados de extinção em Santa Catarina será lei de proteção

Noticías do Dia
02/04/2014

Documento ainda não foi publicado, mas Instituto Ekko Brasil já questiona exclusão da lontra na relação da fauna ameaçada no Estado

Maiara Gonçalves 
FLORIANÓPOLIS


Assim que publicada no Diário Oficial do Estado, a lista com 261 espécies de animais ameaçados de extinção em Santa Catarina valerá como instrumento básico em licenciamentos ambientais e criação de políticas públicas para proteger a fauna em perigo. Previsto no Código Estadual do Meio Ambiente, o documento foi aprovado pelo Consema (Conselho de Meio Ambiente) do Estado em maio.
“A lista é fundamental para definir políticas públicas específicas de proteção às espécies ameaçadas. Por exemplo, ao sabermos que um animal em extinção habita determinada área, podemos criar uma unidade de conversação para proteger a espécie”, afirma o presidente da Fatma (Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina), Murilo Flores. Segundo ele, a lista é dinâmica e pode ser reavaliada pelo Consema sempre que necessário.
De acordo com o diretor de Proteção de Ecossistemas da Fatma, Luiz Antônio Garcia Corrêa, o licenciamento ambiental desenvolvido pela fundação obedecerá critérios ainda mais rigorosos quando houver envolvimento de espécies ameaçadas. “Há legislações específicas que não permitem a instalação de determinados empreendimentos em áreas onde há espécies em extinção”, observa.
A lista foi desenvolvida pela organização não-governamental Ignis, de Itajaí, entre 2007 e 2010. A Fatma destinou R$ 360 mil para financiar o projeto que envolveu cerca de cem pesquisadores, especialmente das áreas de biologia e oceanografia, e avaliou 1.961 espécies de Santa Catarina. O Estado é o único da região Sul e Sudeste que ainda não conta com uma lista oficial de animais ameaçados.
saiba mais :fonte: http://www.ndonline.com.br/florianopolis/noticias/11614-lista-de-animais-ameacados-de-extincao-em-santa-catarina-sera-lei-de-protecao.html

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Filomedusa (Phyllomedusa distincta)





A filomedusa vive nas árvores e a cor verde serve para ficar camuflada nas folhas, não sendo facilmente notada pelos predadores, pássaros geralmente. A destruição dos locais apropriados para reprodução está levando esta espécie à extinção.


Em vários lugares de Santa Catarina, ela já desapareceu. A formação de lagoas nas áreas de brejos para criação de peixes provoca o rápido extermínio dessa perereca. Seus girinos são presas fáceis para diversas espécies de peixes predadores. Por isso, sua reprodução é bem sucedida em lagoas temporárias (que secam durante o inverno), onde não há possibilidade de peixes ou outros predadores se desenvolverem.


Como o período de desenvolvimento dos girinos (cerca de 80 dias) é relativamente longo, as estiagens prolongadas no período de reprodução (de setembro a fevereiro), que vêm ocorrendo com bastante freqüência devido aos desmatamentos, estão afetando a população dessa espécie, mesmo em áreas bem preservadas. A ausência dos anfíbios rompe o equilíbrio dos ecossistemas porque eles estão na base da cadeia alimentar.

Na Mata Atlântica, além das cobras, diversas espécies de aves e mamíferos (mão-pelada, quati, gato-do-mato, cachorro-do-mato etc.) alimentam-se de anfíbios . Portanto, o extermínio deles provoca o desaparecimento de várias espécies da fauna. 



Nome Científico: Phyllomedusa distincta


Família: Hylidae


Ordem: Anura

Distribuição: Região norte de Santa Catarina, Paraná e sul de São Paulo.

Habitat: Áreas florestadas, vivendo nas folhas, próximas a brejos e lagos.

Alimentação: Os girinos se alimentam de algas e restos de animais e vegetais mortos. A alimentação dos adultos é quase exclusivamente carnívora e inclui desde pequenos moluscos, artrópodes e pequenos vertebrados até mamíferos.

Reprodução: Os ovos são envolvidos com gel enrolados nas folhas de árvores, ou arbustos, suspensas sobre a superfície das lagoas temporárias (que secam durante o inverno), no meio ou nas bordas da floresta. Os girinos eclodem entre 07 a 30 dias e caem diretamente na água onde completam seu desenvolvimento, após cerca de 80 dias. As desovas contêm, em média, 172 ovos.

A filomedusa é também conhecida como perereca-das-folhagens. O macho mede 55 mm. Essa espécie tem atividade noturna e seu hábito é arborícola. Sua estratégia de defesa é se fingir de morto.

Na natureza, ela fica camuflada nas folhagens e sua cor é verde. Dessa forma, seus predadores, principalmente as aves, não os notam. É uma das espécies mais comuns da região Sudeste. Consegue viver bem em ambientes alterados pelo homem.

Uma característica que difere as pererecas dos outros anfíbios são os seus discos aderentes na ponta dos dedos para subir em árvores e paredes. Necessitam manter a pele sempre úmida; como parte de sua respiração é feita através da pele, se ela ressecar os poros fecham e as pererecas podem morrer sufocadas. 

Os anfíbios são animais de extrema importância para o equilíbrio da natureza: eles controlam a população de insetos e de outros animais invertebrados e servem de comida para muitas espécies de répteis, aves e mamíferos. 

31.03.2014-Instrutor Roberto voluntario bombeiro
Chefe do Nucleo de Proteção Ambiental





Bombeiros Voluntários
Barra Velha e São João do Itaperiú
Santa Catarina