quinta-feira, 10 de abril de 2014

Fundação SOS Mata Atlântica



Fundação SOS Mata Atlântica é uma organização não-governamental criada em 1986. Trata-se de uma entidade privada sem fins lucrativos, que tem como missão promover a conservação da diversidade biológica e cultural do Bioma Mata Atlântica e ecossistemas sob sua influência, estimulando ações para o desenvolvimento sustentável, bem como promover a educação e o conhecimento sobre a Mata Atlântica, mobilizando, capacitando e estimulando o exercício da cidadania socioambiental.

A entidade desenvolve projetos de conservação ambientalprodução de dadosmapeamento e monitoramento da cobertura florestal do Bioma, campanhas, estratégias de ação na área de políticas públicasprogramas de educação ambiental e restauração florestal, voluntariadodesenvolvimento sustentável e proteção e manejo de ecossistemas.


terça-feira, 8 de abril de 2014

Campanha Mata Atlântica e sua Biodiversidade Continua


Hoje o Nucleo de Proteção Ambiental dos Bombeiros Voluntários de Barra Velha e São João João do Itaperiú esteve na Escola Básica Municipal Professora Antônia Gasino de Freitas no Bairro São Cristóvão Barra Velha SC, dando continuidade a Campanha Mata Atlântica e sua Biodiversidade.

Foram ministradas palestras no período matutino e vespertino para  1º, 2º e 3º ano, totalizando 395 alunos.


































José Roberto Cruz
Chefe do Nucleo de Proteção Ambiental







segunda-feira, 7 de abril de 2014

Campanha Mata Atlântica e sua Biodiversidade tem inicio em Barra Velha SC



Caros amigos leitores hoje O Nucleo de Proteção Ambiental dos Bombeiros Voluntários de Barra Velha e São João João do Itaperiú deu inicio a Campanha Mata Atlântica e sua Biodiversidade conforme Cronograma da Secretaria de Educação e Cultura de Barra Velha SC na Escola Básica Municipal Manoel Antônio de Freitas no Bairro Itajuba Barra Velha SC. 
Foram ministradas palestras no período matutino e vespertino para  1º, 2º, 3º, 4º e 5º ano, totalizando 328 alunos.










José Roberto Cruz
Chefe do Nucleo de Proteção Ambiental













sábado, 5 de abril de 2014

CAÇA OU CAÇADOR?

Caros amigos leitores depois de um plantão movimentado nos Bombeiros Voluntários sai a caminho de casa para o merecido descanso, e  presenciei uma batalha formidável de  uma aranha caranguejeira contra uma vespa caçadora, passei uns bons 25 minutos só observando o desfecho desta magnífica batalha animal. Ao chegar em casa, lembrei que havia lido em algum lugar um relato extremamente detalhado sobre o assunto e comecei a procurar, não demorou muito para que eu encontrasse o tal relato.

Espero que vocês gostem.

CAÇA OU CAÇADOR?

Entre os artrópodes, pelo contrario, não é raro a historia do caçador caçado, e, como exemplo pitoresco, cita-se o das vespas que se alimentam de néctar e caçam aranhas caranguejeiras vivas. Tratam-se de varias espécies do gênero pepsis, de corpo azulado, asas ferruginosas e 10 cm de envergadura, que, ao chegar o momento da postura, sobrevoam em baixa altura, a procurar as gigantes caranguejeiras. Nem todas que elas encontram são adequadas, pois cada uma das vespas precisa de aranhas de uma determinada espécie. Por isso, ao encontrar uma delas, a primeira coisa que a vespa faz é examina-la cuidadosamente, apalpando todo o corpo com as antenas, como o que para se assegurar de que a criatura peluda de oito patas é exatamente a que ela necessita. Durante toda a operação de reconhecimento, a aranha fica completamente indiferente, deixando a vespa atuar; uma vez o exame terminado, ela se afasta da aranha e começa a cavar ativamente a cova onde vai enterrar a vitima peluda ainda viva. De vez em quando interrompe a sua tarefa e põe a cabeça para fora do buraco, como que para se certificar de que a presa, ainda intacta, encontra-se nas proximidades. Quando o buraco tem 25 cm de profundidade e uma largura suficiente para que a aranha caiba, da a escavação por terminada e volta para perto da sua vitima peluda. Depois de tateá-la novamente com suas antenas a vespa curva o abdômen, faz sair um aguilhão e começa a procurar o ponto adequado onde deve injetar algumas gotas de seu veneno paralisante. No entanto, a armadura de quitina que cobre a aranha oferece muito poucos pontos fracos, apenas na união das patas com o corpo existem membranas suficientemente moles para permitirem os movimentos do mostro couraçado, este se move tentando afastar-se da pegajosa vespa, que varias vezes se deita de costas e desliza sob o seu ventre, tentando desferir o golpe definitivo.

O ataque insistente da vespa e o constante retroceder da aranha acaba por encurralar esta contra um obstáculo, momento este que o inseto aproveita para prender com as mandíbulas uma das patas do artrópode, que só então se decide a defender-se, e ambas rolam pelo chão num combate espetacular. 


Contudo, e por muito que seja a peleja, o resultado é quase sempre o mesmo, pois a vespa, mas cedo ou mais tarde, consegue cravar o seu aguilhão e injetar o seu veneno paralisante na aranha, que cai imediatamente sobre o dorso, não morta, mas paralisada.

Depois de vitoriosa a vespa suga a gota de “sangue” que emana da ferida e arrasta em seguida a vitima por uma de suas patas para dentro do buraco. Ai deposita um único ovo no abdômen peludo da aranha, tapa cuidadosamente a cova com pedras que transporta na boca e afasta-se para sempre do local.

Quando o pequeno ovo abre e do seu interior sai uma larva, esta terá ao seu alcance o alimento necessário, devorando a aranha imóvel, mas viva.


Em algumas vezes este Demônio Alado se precipita e acaba virando caça.




Fonte: Enciclopédia Fauna – volume 4 – pag. 40 e 41


sexta-feira, 4 de abril de 2014

Pássaros venenosos? Eles existem?

Quando falamos em animais venenosos, você provavelmente se lembrará de aranhas, de escorpiões, de cobras ou de outros seres similares. O que certamente não passará pela sua mente são os pássaros, não é? Pois bem, prepare-se para saber que existem sim pássaros venenosos no mundo (e com um veneno bastante poderoso), porém que só são encontrados em determinadas regiões de Papua Nova Guiné, nas ilhas da Oceania. 
Estamos falando do Pitohui dichrous, um pequeno pássaro com tons pretos e alaranjados que traz em suas penas e pernas as toxinas batratoxinas, também presentes em muitas espécies de rãs venenosas. A descoberta do veneno desse animal é recente para os cientistas, pois ocorreu há poucos anos, sendo que ele não é totalmente entendido pelos biólogos. Além disso, ele é considerado o único pássaro venenoso do mundo. 
Aparentemente, esses pássaros conseguem absorver o veneno encontrado nas suas presas, como os besouros Choresine (que também são peçonhentos), e depositá-lo em seu próprio corpo, também criando um sistema de defesa bastante fatal. Eles são imunes ao veneno do besouro, porém de algum modo as toxinas ficam presentes em seu corpo permanentemente.
Os nativos de Papua Nova Guiné não comem o pássaro e nem se aproximam muito dele, já que o animal pode ocasionar sensação de dormência e paralisação dos músculos. Se ele realmente for ingerido por alguém, pode gerar sérios problemas de saúde ou paralisar o coração, ocasionando óbito imediato.
Existem várias espécies do Pitohuique são identificadas pelo tipo de coloração. Quanto mais vibrantes forem suas cores, mais venenoso o pássaro será. Como ocorre o envenenamento? Simplesmente ao tocar no animal, especialmente se você possuir algum tipo de ferida na pele e entrar em contato com as penas do Pitohui.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Reportagem da Aquarela FM - Nucleo de Proteção Ambiental

Fundação SOS Mata Atlântica envia materiais didáticos para Núcleo de Proteção Ambiental de Barra Velha e São João do Itaperiú SC

31.03.2014-Instrutor Roberto voluntario bombeiro
02.04 – O Núcleo de Proteção Ambiental do Corpo de Bombeiros Voluntários de Barra Velha e São João do Itaperiú resgatou pelo menos 20 animais peçonhentos ou venenosos durante o primeiro trimestre de 2014 nas duas cidades, e prepara-se para levar às escolas de Barra Velha uma nova etapa de orientação sobre cobras, aranhas e morcegos na rede municipal de ensino.

O instrutor José Roberto Cruz, que coordena o núcleo, instalado no serpentário da Parada Ferretti, em Itajuba, anuncia a chegada de materiais didáticos da Fundação SOS Mata Atlântica para trabalhar com os alunos barra-velhenses durante o ano, em escolas como a Maria Tusnelda Bernstorff (Vila Nova), Manoel Antônio de Freitas (Itajuba) e Antônia Gasino de Freitas (São Cristóvão), entre outras.

Se você quiser se manter atualizado com as informações do Núcleo de Proteção Ambiental de Barra Velha, na Parada Ferretti, visite o blog npabombeiro.blogspot.com. Lá estão imagens do trabalho promovido tanto em Barra Velha quanto em São João do Itaperiú. Vale conhecer o projeto.
Foto: Aldair Nizer 

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Terrível caracol é considerado o animal mais venenoso do mundo

Jornal Ciência
CONHECIMENTO É TUDO.


OSMAIRO VALVERDE

Seu veneno é um coquetel de moléculas peptídicas neurotóxicas
Vamos admitir, as conchas dos caracóis marinhos são verdadeiras  obras de arte, possuindo uma combinação de cores que hipnotiza qualquer pessoa, mas, quando estivermos falando do caracol-do-cone é melhor você correr. Pegar nele? Nem pense nisso!
Essa espécie de caracol, cujo nome científico é Connus pannaeus possui um veneno poderosíssimo formado por centenas de compostos, muitos deles encontrados até em venenos de cobra. Possui um substância que é particularmente centenas de vezes mais potente que a morfina. Pesquisas revelam que apenas uma gota do veneno desse “dócil” animal é suficiente para matar 20 pessoas adultas.
Apesar de terrível ele não é uma descoberta científica recente, a cerca de 25 anos os cientistas da Universidade de Utah isolaram a molécula do veneno desse caracol  e constataram que possuía um poder analgésico nos humanos. Os estudos não pararam por aí, esse só foi o ponta pé inicial de uma série de estudos que duraram mais de 20 anos para conseguirem sintetizar em laboratório o mesmo composto que atualmente é utilizado em um novo fármaco, chamado de Prialt (princípio ativo é a ziconotida).
Umas das grandes  vantagens desse novo medicamento é seu absurdo poder analgésico, sendo classificado como mil vezes mais potente que a morfina. O grande problema da morfina é o seu poder de viciamento por ser uma molécula opióide, derivado de ópio. Já a ziconotida não possui efeito viciante.
Muitas das moléculas que compõem o seu veneno ainda não possuem estudos que provem ou indiquem suas respectivas ações, porém, existem cerca de 6 tipos de toxinas que são bastante estudadas e suas ações no corpo humano são completamente elucidadas.
O caracol-do-cone possui um “dente” formado por quitina possuindo aspecto de um arpão cheio de microfarpas. O veneno é injetado de modo absolutamente rápido e não existe nenhuma espécie de antídoto para quem for “picado”. Foto: Reprodução/WikipédiaCommons
É importante salientar que esse veneno pode ser retirado de todos os caracóis do gênero Conus. O gene responsável pela fabricação do veneno parece ter sofrido uma mutação ao longo das gerações o que proporciona ao animal produzir suas toxinas rapidamente e com uma variedade espantosa de moléculas.
O veneno pode ser retirado dos caracóis mortos ou com o caracol vivo. O grande problema de se retirar sua glândula após a morte é que dentro dela possui uma infinidade de milhares de compostos que muitas vezes não são usados pelo caracol para matar a presa e isso dificuldade a isolação dos principais princípios ativos. Já a retirada do veneno do caracol vivo também é complicado porque não é fácil lidar com um animal grande, extremamente perigoso e que não libera as toxinas facilmente.
A ação de suas neurotoxinas nos faz pensar que suas vítimas (moluscos e peixes) não sintam dor. Como a inserção do veneno na presa é de forma rápida, paralisando-o eficazmente e, logo em seguida, a ação poderosa de seus analgésicos entram em ação, a presa poderá ser engolida e se sentir nas nuvens por estar sob ação alucinógena e analgésica.
OSMAIRO VALVERDE